16/08/2018
Login
Entrar

Opinião

18/07/2018

EDITORIAL | Trilha dos insensatos

Email
A-   A+
As tentativas do governo mineiro para levantar recursos que lhe permitam reduzir, em parte, o déficit público e equacionar, parcialmente, dívidas com fornecedores além de pôr em dia o pagamento ao funcionalismo, continuam emperradas. O insucesso nessa empreitada parece dizer pouco aos seus aspectos técnicos e muito às questões políticas em que, absurdamente, em alguns momentos aliados e opositores se confundem. Os primeiros, postergando decisões para negociar mais e melhores vantagens, os segundos criando dificuldades que, adiante, esperam ver convertidas em votos.

É a política reproduzindo o seu lado mais escuro. Trata-se de defender ou atacar o governador e sua cadeira desses movimentos, retirando o maior proveito possível. Sem que pareça sobrar tempo para que as questões de fundo sejam discutidas a sério e tendo como único objetivo defender aquilo que de fato for mais caro ao Estado e à população. As propostas que envolvem possível alteração no controle sobre as reservas de nióbio, a partir de mudanças na antiga Codemig, que muda de nome e de função, são de extrema sensibilidade, sendo suficiente lembrar que a região de Araxá, onde se encontram as jazidas, é a única, em todo o território brasileiro, que os Estados Unidos assinalam explicitamente como de seu interesse na hipótese de um conflito militar. E não são muitas, no mundo, às áreas assim marcadas, algo que não parece ter sido cogitado nas recentes discussões.

Também na esfera judicial as barreiras levantadas, mesmo que sob amparo de suposta base legal, sugerem que, ao contrário também do desejável, parece faltar compreensão da realidade, entendida não pelo lado das conveniências e argumentos de quaisquer dos grupos políticos, mas sim e exclusivamente daquilo que mais convém a Minas e aos mineiros. E a começar, é claro, pelo cabal e definitivo esclarecimento das causas e natureza do desequilíbrio financeiro apontado e reconhecido, com apuração de responsabilidades, independentemente de suas consequências. Mais que o esperado é o que deveria estar sendo feito.

Sem tal entendimento não há como esperar, a sério, que mudanças possam de fato acontecer, entendidas - é preciso repetir - como a expressão cabal do interesse coletivo. Algo que também implica devolver equilíbrio às finanças estaduais e recuperar sua capacidade de investir ou, antes, responder pelas áreas que deveriam permanecer sob seu abrigo, com a gestão baseada no mérito e na competência. Política, quando entendida e realizada no seu sentido verdadeiro, deveria ser a melhor expressão dessa busca contínua, diante da qual atalhos são na realidade abismos.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

15/08/2018
EDITORIAL
EDITORIAL | Mais distante das soluções
15/08/2018
Impacto moral do aumento do STF
Todos os meios de comunicação do País têm produzido matérias sobre o impacto do aumento que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se autoconcederam com...
15/08/2018
Pagando por erros passados
Dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostram que as exportações de produtos manufaturados dos últimos três anos são...
15/08/2018
Quotas de condomínio desequilibradas
Muitos fatores são preponderantes para que as pessoas possam definir sobre a viabilidade de comprar ou alugar um imóvel, sendo que o custo de manutenção do local...
14/08/2018
EDITORIAL
EDITORIAL | Sem critérios e sem medida
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


15 de agosto de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.