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Política

14/03/2018

Eleitores estão pessimistas com sucessão de Temer

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Brasília - Um percentual de 44% dos brasileiros está pessimista com as eleições presidenciais deste ano. O dado é da Pesquisa CNI/Ibope “Retratos da Sociedade Brasileira”, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mostra que a corrupção (30%), a falta de confiança nos governantes e candidatos (19%) e a falta de confiança nos pré-candidatos (16%) estão entre os principais motivos de incredulidade dos brasileiros. O levantamento ouviu, entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017, cerca de 2 mil pessoas em 127 municípios brasileiros.

Outros 20% se disseram otimistas com as eleições deste ano, segundo o levantamento. Para esses, o motivo mais citado espontaneamente é a expectativa por mudança e renovação (32%), a esperança no voto e na participação popular (19%), o sentimento de que se espera melhorias de forma geral (11%) e melhorias econômicas (9%). A pesquisa ainda registrou que 23% dos entrevistados não expuseram pessimismo ou otimismo e 13% não quiseram opinar.

O controle do gasto público apareceu com destaque na pesquisa. Para 92% dos entrevistados, a defesa do controle dos gastos públicos é considerada muito importante ou importante e deve estar na pauta dos candidatos ao Palácio do Planalto.

O levantamento revela ainda que 78% consideram muito importante defender a transparência administrativa e 72% avaliam muito importante a defesa das políticas sociais. Por região, os eleitores do Sudeste (88%) são os que mais avaliam como muito importante que o presidenciável defenda o controle dos gastos públicos, contra 84% do Nordeste; 82% do Sul e 77% nas regiões Norte/Centro-Oeste.

As incertezas dos entrevistados apareceram também nos questionamentos sobre partidos. Um total de 48% dos entrevistados disseram que não têm preferência por nenhuma legenda. Entre as siglas preferidas, o PT apareceu isolado na dianteira, com 19% das respostas, seguido de MDB (7%) e PSDB (6%). PSOL, DEM, PCdoB, PDT, PR, PPS, PSB e PSC apareceram com 1% cada.

Para 44% dos entrevistados, o foco do futuro presidente deve ser em mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e a redução da desigualdade social. A moralização administrativa, com o combate à corrupção e a punição de corruptos foi o foco escolhido para 32% das pessoas. Outras 21% disseram esperar que o novo presidente estabilize a economia e reduza o custo de vida e o desemprego.

Honestidade - Com relação às características pessoais mais apontadas como muito importantes, 66% dos brasileiros concordam totalmente ou em parte que preferem votar em um candidato honesto, mesmo que ele defenda políticas com as quais a pessoa não concorda. Em contrapartida, 19% dos brasileiros afirmam que preferem votar em um candidato acusado de corrupção, mas que pense como eles.

A característica de formação e experiência profissional mais apontada pelos brasileiros como muito importante foi conhecer os problemas do País. Essa opção foi apontada por 89% dos entrevistados como de máxima importância. Em segundo lugar, com 77%, foi ter experiência em assuntos econômicos, seguida de ter boa formação educacional (74%) e ter uma boa relação com movimentos sociais (71%).

A maioria dos brasileiros não considera importante que o futuro presidente seja militar ou tenha a mesma religião do eleitor. Os entrevistados consideram mais relevante que o candidato conheça o País (89%), tenha experiência econômica (77%) ou apresente boa formação escolar (74%). Um percentual de 72% ainda apontou que é importante que o novo ocupante do Planalto tenha sido prefeito ou governador.

Diante de um quadro de surgimento de outsiders da política, de cobiça pelo voto religioso e da boa posição do ex-capitão do Exército e deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nas enquetes, a pesquisa do CNI/Ibope registrou que 27% dos entrevistados avaliam que o candidato deve ser militar. Outros 40% disseram que o concorrente precisa vir da iniciativa privada.

Um total de 79% entrevistados até apontou que os concorrentes ao Planalto precisam acreditar em Deus. Porém, 71% disseram que os candidatos não necessariamente devem professar a mesma fé que o eleitor.

Para 87% dos entrevistados, os candidatos devem ser honestos e não mentir nas campanhas. Um percentual de 52% das pessoas ouvidas afirmou que o futuro presidente deve vir de classe social mais baixa.

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