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Finanças

12/04/2018

Emissões de títulos crescem 49,1%

Operações de renda fixa somaram R$ 29,1 bilhões no primeiro trimestre, aponta a Anbima
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Laloni destaca as debêntures/Anbima/Divulação
São Paulo - As emissões de títulos de renda fixa, incluindo híbridos, somaram R$ 29,1 bilhões no primeiro trimestre, alta de 49,1% frente ao mesmo período do ano passado. As debêntures corresponderam a 73% das operações de renda fixa, seguidas por fundos imobiliários (9%) e notas promissórias (8%).

Em relação aos prazos, existe indicação de alongamentos entre as debêntures, informou o diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), José Eduardo Laloni. “De janeiro a março, o prazo médio voltou ao verificado em 2013 e 2014, confirmando a boa tendência”, disse.

Segundo a Anbima, 23,6% dos prazos das debêntures têm vencimento superior a sete anos. Olhando para o perfil dos prazos das debêntures, na primeira repactuação, 21,6% estão em 10 anos ou mais, contra 9,8% no primeiro trimestre do ano passado.

Outro destaque foi a concentração das captações por meio de debêntures no setor de infraestrutura. As emissões de debêntures incentivadas aumentaram 264%. Laloni comentou ainda que o setor de assistência médica começa a aparecer nesse mercado. O setor captou R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com quatro emissões.

A relação de originação e distribuição se manteve acima de 50%. “É importante observar que a maior parte das operações está indo a mercado, porque a indústria de gestão de recursos cresceu e gera demanda. Ou seja, esse mecanismo está funcionando”, afirmou.

Os investidores institucionais vêm ganhando espaço no perfil de subscritores das debêntures, que estiveram em 11,6% das operações no primeiro trimestre deste ano, contra 5% no mesmo período do ano passado. A participação das pessoas físicas nas emissões de debêntures ficou levemente acima do primeiro trimestre do ano passado, em 3,4% este ano. Nos três primeiros meses do ano passado foi de 3,2%.

As emissões no mercado de capitais externo atingiram R$ 31,6 bilhões no fechamento do primeiro trimestre, 0,32% abaixo dos três primeiros meses do ano passado. Em renda variável, o volume foi praticamente nulo, com apenas uma operação, contra montante de R$ 9,4 bilhões no primeiro trimestre de 2017, com seis operações.

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Infraestrutura –
A Anbima espera que o processo de audiência pública para uma nova regulamentação dos fundos de infraestrutura seja concluído este ano, segundo Laloni. “A nossa expectativa é de que entre em audiência pública e termine este ano. Temos de perseguir isso com maior celeridade”, afirmou.

A nova regulação é um dos pleitos em que a associação está focada este ano, que abrange ainda melhorias na Lei 12.431, que rege as emissões de debêntures de infraestrutura, e maior participação das entidades de previdência privada e pública no financiamento de infraestrutura.

Apesar da turbulência causada pela disputa presidencial, que envolve mudanças nas equipes econômicas, ministérios e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a expectativa da associação é de que o andamento dos pleitos não seja afetado negativamente. “Não acho que o calendário político prejudique as discussões concretas. Estamos otimistas, logicamente dentro dos ciclos normais”, disse.

“A CVM está atenta e tem demonstrado vontade em ajudar o mercado a funcionar melhor. O mandato do novo presidente não tem a ver com os governantes e acho que a linha do regulador é muito pró-mercado”, acrescentou. Laloni destacou ainda que Dyogo Oliveira, novo presidente do BNDES, assim como seu antecessor, Paulo Rabello de Castro, tem afinidade com o mercado. “Enquanto ministro, Dyogo havia participado de discussões na Anbima sobre o mercado de capitais”, pontuou.

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