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Economia

12/10/2017

Empresas sediadas no BHTec estão em franca expansão

Crédito do BDMG acelera investimentos
Gabriela Pedroso
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Hoje, o BHTec conta com 21 empresas residentes, dois centros de tecnologia e a sede da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia/Divulgação
Em janeiro, eram 20 profissionais, mas, passados oito meses, a JN2 - empresa mineira que oferece ao mercado plataformas de e-commerce e serviços relacionados - mais que dobrou o seu quadro de pessoal e alcançou, em setembro, a marca de 50 funcionários. Também em 2017, a WayCarbon, voltada à gestão estratégica de sustentabilidade, ampliou sua sede e já viu sua receita crescer 182% até o último mês, chegando a quase R$ 6 milhões. Ambos os grupos integram o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) e colhem neste ano os frutos da parceria com o instrumento destinado ao fomento da economia local.

CEO da JN2, Leonardo Neves destaca que o ambiente de negócios propiciado pelo BHTec tem sido fundamental no processo de expansão da empresa. O executivo cita como exemplo o convênio que o Parque Tecnológico da capital mineira possui junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que disponibiliza às empresas lá instaladas uma linha de crédito diferenciada, contribuindo para os investimentos.

“Isso (linha de crédito especial) permite às empresas investirem mais. O próprio ambiente - hoje tem todo um time técnico no BHTec, profissionais trabalhando o tempo todo com tecnologia, você tem acesso à informação - favorece o desenvolvimento de processos, que facilitam a inovação”, avalia Neves.

O investimento, aliás, é o segredo do crescimento da JN2 mesmo em um ano em que o País ainda busca a efetiva recuperação econômica. Em 2017, a empresa se tornou parceira da Magento, maior plataforma de e-commerce do mundo, e conquistou a conta da Raia Drogasil, maior rede de drogarias do País. No primeiro semestre, a carteira de clientes do grupo registrou alta de 40%.

“Os fatores fundamentais (para a expansão) foram os ivestimentos em tecnologia e processos, que vêm sendo feitos nos últimos anos mesmo diante da crise. Com esses investimentos, conseguimos tornar nosso produto mais escalável, consequentemente reduzimos o preço para os clientes e aumentamos nosso mercado. Hoje atendemos clientes em todo o Brasil”, completa.

Transformação - Assim como Neves, o diretor executivo da também mineira WayCarbon, Henrique Pereira, afirma que a ida para o BHTEC levou a empresa a repensar seu negócio, o que acabou sendo capital para o crescimento. Segundo Pereira, quando fundada, em 2006, a WayCarbon havia sido estruturada para trabalhar com consultoria, prestando serviços de inteligência para clientes de grande porte. Hoje, a proposta do grupo é outra.

“O nosso foco agora são soluções em tecnologias, ativos de tecnologia que nos permitem escalar o negócio sem aumentar custos na mesma proporção”, explica. Atualmente, a WayCarbon possui contrato com grandes clientes dos segmentos financeiro, siderúrgico, de mineração, energia e infraestrutura.

“A gente aprende muito e troca experiências com outras empresas no BHTec. O ambiente do parque e a cabeça das pessoas, dos times que trabalham aqui, contribuem muito para a gente questionar o que faz e buscar o novo, o melhor”, conclui Pereira.
A WayCarbon planeja, até 2020, quadruplicar o faturamento obtido no ano passado, que foi em torno de R$ 3,5 milhões.

Parque - Além das duas empresas, a Convert Itália, instalada no Parque, deve encerrar 2017 com faturamento saltando de R$ 1 milhão para R$ 80 milhões, e a Supersonic promete ampliar até dezembro o seu quadro de funcionários. Hoje, o BHTec conta com 21 empresas residentes, dois centros de tecnologia e a sede da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia como instituições residentes e outras três instituições vinculadas na categoria não residente.

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