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Agronegócio

07/08/2018

Entregas no Brasil podem alcançar volumes recordes até setembro

Reuters
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São Paulo - As entregas de fertilizantes no Brasil podem registrar volumes recordes mensais até setembro, com a logística se normalizando apesar do tabelamento de fretes, uma vez que agricultores e indústrias estão assumindo custos mais altos para garantir o plantio da próxima safra de grãos, afirmou ontem o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa.

“As entregas se regularizaram, mas não tiram o atraso que observamos... Podemos ter entregas recordes em julho, agosto e setembro. O limite (de entregas) no passado foi de 4,5 milhões de toneladas (por mês). Talvez alcancemos ou superemos isso”, avaliou Pessôa no intervalo do Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.
“Parte dos custos está sendo assumido pelos produtores, mas a maior parte é pelas indústrias”, acrescentou ele.

O tabelamento de fretes foi instituído pelo governo na esteira dos protestos de caminhoneiros, em maio, e desde então vem gerando críticas no setor produtivo, que reclama de custos mais altos tanto para a produção quanto para o transporte e o escoamento.

A medida também levantou receios no mercado quanto à oferta adequada de insumos para a semeadura da safra 2018/19, cujo plantio de grãos começa em setembro.
Em maio, por exemplo, as entregas de fertilizantes no Brasil desabaram 27,3% na comparação anual em razão justamente das manifestações dos caminhoneiros, mas voltaram a crescer 3,8% em junho, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Os números de julho ainda não foram divulgados.

Por ora, a Agroconsult estima um aumento de 3% na área plantada com soja em 2018/19, após um recorde de cerca de 35 milhões hectares em 2017/18.

Quanto ao milho, disse Pessôa, as projeções para a intenção de plantio da segunda safra, a principal do País, são mais incertas em razão dos fretes mais caros.

“A grande dúvida é a questão da precificação. As condições são favoráveis para o plantio de milho, mas os fretes atrapalham”, destacou ele, lembrando que para o cereal os custos com transporte são “mais graves”, se comparados aos de soja, já que os fretes chegam a representar até mais de 50% do valor do produto.

Embarques - A Agroconsult estima exportação de 28 milhões de toneladas de milho pelo Brasil neste ano, ainda sem grande impacto dos fretes mais caros para o volume, uma vez que boa parte das vendas foi negociada antecipadamente, disse Pessôa.

O volume é semelhante ao esperado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que na sexta-feira cortou sua estimativa ante 30 milhões de toneladas esperados anteriormente.

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