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18/03/2017

Escândalo derruba a bolsa de valores

Operação Carne Fraca atingiu a cotação das ações da JBS e da BRF na sexta
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Frigoríficos foram alvo de operação da Polícia Federal na sexta-feira/Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
São Paulo - A operação da Polícia Federal em empresas do setor alimentício foi o principal fato gerador da queda de 2,39% do Índice Bovespa, que terminou a sexta-feira em 64.209,39 pontos. O cenário internacional também contribuiu para as ordens de venda, com a influência negativa dos índices setoriais e de commodities das bolsas de Nova York. O volume de negócios na bolsa brasileira somou R$ 12,3 bilhões, bem acima da média diária de março (R$ 7,7 bilhões).

A Operação Carne Fraca atingiu diretamente as ações da JBS e da BRF e teve efeitos secundários nos papéis do setor financeiro, em parte responsável pelo financiamento das empresas investigadas por irregularidades e pagamento de propinas. A notícia pegou investidores de surpresa e gerou um movimento de zeragem de posições, que aprofundou o viés de baixa. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou aos 64.152 pontos (-2,48%).

Anunciada como a maior operação já realizada pela Polícia Federal, a Carne Fraca mobilizou 1.100 policiais em mandados de prisão e condução coercitiva. A operação, cujo objetivo é combater a corrupção de agentes públicos federais e crimes contra a saúde pública, prendeu executivos do frigorífico JBS pela manhã. A ação também envolveu partidos políticos, como o PMDB, legenda do presidente Michel Temer. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), foi flagrado em conversa com o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, um dos alvos da investigação. No entanto, não é considerado suspeito.

Como resultado do principal fato do dia, as ações ordinárias do frigorífico JBS terminaram o dia em queda de 10,59%, liderando as perdas do Ibovespa. Em seguida vieram os papéis da BRF, com recuo de 7,25%. Outras ações do setor de carnes também foram afetadas. Marfrig ON teve baixa de 2,10% e Minerva ON perdeu 2,04%.

Apesar da forte correção na bolsa, o “bom comportamento” dos mercados de câmbio e juros foi apontado como um importante contraponto no cenário. A queda de dólar e juros, segundo analistas, mostrou que não houve indício de forte aversão ao risco.

As ações da Petrobras e da Vale também deram sua contribuição na queda da bolsa. A queda de 0,3% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês, aliada à queda dos índices de metais, favoreceu o recuo de 3,78% (ON) e de 3,05% (PNA) dos papéis da Vale. As ações da Petrobras refletiram o risco político e a instabilidade dos preços da commodity ao longo do dia. Terminaram o pregão com perdas de 3,69% (ON) e 4,01% (PN).

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Dólar - O dólar caiu ante o real e consolidou uma semana de perdas, após três ganhos semanais consecutivos. O movimento acompanhou basicamente o desempenho da moeda norte-americana no exterior, em meio a um cenário sem muitas novidades. Os investidores ainda digerem a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), divulgada na última quarta-feira, e buscam novas pistas sobre a política externa de Donald Trump, que podem afetar a cotação do dólar.

O dólar à vista no balcão terminou com baixa de 0,67%, a R$ 3,0987, encerrando a semana com perda de 1,44%. O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 806,182 milhões.

No mercado futuro, o dólar para abril recuava 0,93% por volta das 17h15, a R$ 3,1055. O volume financeiro somava US$ 13,210 bilhões. A divisa norte-americana tinha um desempenho majoritariamente negativo ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, com destaque para as perdas frente ao peso mexicano (-0,91%), rublo russo (-0,69%) e rand sul-africano (-0,42%).

Taxas de juros - Os juros futuros encerraram perto dos ajustes anteriores a sessão regular da BM&FBovespa, com viés de baixa nos vencimentos longos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (202.305 contratos) fechou com taxa de 10,010%, de 10,005% no ajuste de véspera. A taxa do DI janeiro de 2019 (117.735 contratos) fechou estável em 9,54%. A taxa do DI janeiro de 2021 (125.985 contratos) caiu de 9,99% para 9,97%. O DI janeiro de 2023 (55.250 contratos) fechou em 10,23%, de 10,25%. (AE)

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