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Negócios

18/10/2017

Escritório da EY em Belo Horizonte é berço de talentos e conhecimento

Thaíne Belissa
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Presente em Minas Gerais há 21 anos, a empresa de auditoria e consultoria EY (antiga Ernst & Young) aposta em seu escritório de Belo Horizonte como um verdadeiro berço de talentos e conhecimento para a empresa no País. Tendo como ativo mais valioso os próprios profissionais, o escritório mineiro tem investido tão alto na busca e na capacitação do seu time que muitos desses talentos encontrados no Estado acabam sendo “exportados” para os demais escritórios da empresa no Brasil. A cena de inovação crescente na Capital também é outro atrativo para a EY Global, que não descarta a possibilidade de aquisições estratégicas, principalmente de negócios inovadores.

Com sede no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, o escritório mineiro da EY é administrado por cinco sócios e tem 220 funcionários. Líder no mercado de consultoria e auditoria na cidade, o escritório oferece portfólio completo da EY Global, que inclui serviços em quatro áreas: auditoria, impostos, consultoria e transações corporativas. O CEO da EY, Luiz Sérgio Vieira, afirma que a pujança da economia mineira sempre foi um atrativo para a empresa, que escolheu estabelecer base no Estado há mais de 20 anos. Mas ele destaca que outro fator foi essencial para a escolha do mercado mineiro: a qualidade da mão de obra.

“Somos uma empresa de pessoas. Não temos plantas industriais e nem ativos físicos, então nosso principal ativo são os talentos. Quando decidimos abrir um escritório pensamos nisso porque os profissionais formados ali podem ficar ou migrar para outro lugar para o crescimento da empresa. Nesse sentido vimos em Minas Gerais um grande formador de talentos. A equipe de Belo Horizonte é muito utilizada para trabalhos fora da região e muito do know-how da EY é desenvolvido na Capital. Isso nos motiva bastante a continuar investindo em Minas Gerais”, diz.

O sócio-líder da EY em Belo Horizonte, Flávio Machado, afirma que Minas Gerais sempre foi relevante para a EY por causa de sua força econômica, mas ele acredita que o escritório mineiro tem ganhado ainda mais potencial nos últimos anos, devido à cena de inovação vivida pela cidade. “Estamos assistindo, em Belo Horizonte, uma transformação importante da economia tradicional com a força dos jovens empreendedores e das startups. Nós da EY queremos ser - e já somos - atores desse movimento para transformar Minas Gerais em um Estado ainda mais forte economicamente”, diz.

Machado afirma que a empresa já tem participado de diversos eventos ligados à inovação no Estado e colocado seus conhecimentos à disposição do ecossistema. Além disso, ele afirma que o escritório mineiro tem investido pesado na atração e formação de talentos. Embora não abra números sobre crescimento ou faturamento, o sócio garante que, apesar da crise, a empresa tem crescido dois dígitos por ano e em uma média mais alta que os demais escritórios da EY no Brasil.

O CEO da EY afirma que não há planejamento de expansão física ou de portfólio do escritório belo-horizontino. Mas ele não descarta a possibilidade de aquisições estratégicas na Capital. “Já estamos muito bem posicionados na cidade e pretendemos continuar crescendo de forma orgânica: dois dígitos por ano. Mas não descartamos a aquisição estratégica de players ou parcerias. Inclusive esse ecossistema de inovação de Belo Horizonte nos faz olhar com mais interesse para a região”, diz.

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