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DC Auto

27/10/2017

Estabilidade, silêncio interno e ergonomia se destacam

Amintas Vidal*
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Ao volante a sensação é que o Compass é mais estável, mais no chão que os outros utilitários. O acerto das suspensões, independentes nos dois eixos, não deixa a carroceria inclinar muito em curvas, dando a impressão de estarmos em um veículo mais baixo, como em um sedan.

Outra característica comum aos carros de luxo é o silêncio interno. Nem o motor nem os pneus produzem muito ruído, tornando o rodar muito confortável acusticamente. Essa versão vem com bancos revestidos em couro de série e, na unidade que avaliamos, a padronagem do revestimento era cinza claro, tornando o interior muito agradável visualmente, mas difícil de ser conservado.  

A ergonomia acertada deixa todos os comandos à mão. A direção elétrica é leve em manobras, firme ao rodar e direta o suficiente para dar prazer ao dirigir. O câmbio está bem escalonado para o motor e passa as marchas com suavidade.

Na sexta marcha, e aos 110 km/h, o motor trabalha aos 2.300 giros, garantindo conforto em viagens. Quando exigido, ele responde com prontidão, seu som invade a cabine, mas é agradável, sem aspereza.

Apesar dessas características, ele é apenas suficiente para os mais de 1.500 kg do Compass. Dá conta do recado, mas sem sobras. Tamanho esforço resulta em pouca economia de combustível. Ele registrou médias de 7 km/l na cidade e 11 km/l na estrada, sempre com gasolina.

O controle automático de velocidade é ativado e regulado facilmente. Já as trocas de marchas pelas “borboletas” do volante tem pouca utilidade. O sistema é pouquíssimo permissivo e só deixa as trocas ocorrerem em uma faixa restrita de giro do motor.

Pelo menos, neste caso, o sistema não emite nenhum sinal sonoro avisando operação irregular, como acontecia no antigo sistema Dualogic usado pela Fiat.

Para rodar na cidade o Jeep Compass é mais ágil do que aparenta. Já na hora de estacionar, você lembra que não está em um compacto. Essa versão tem sensor de estacionamento e câmera de ré com guias gráficas visualizadas na central multimídia que ajudam na missão.

Este sistema, com tela 8,4 polegadas, é muito completo, inclusive com GPS e, além das demais funções comuns aos seus pares, ele controla o ar-condicionado digital de duas zonas. Graficamente é bem resolvido, permite fácil visualização, mas não responde tão rápido aos comandos.

Se o usuário optar por usar o espelhamento do celular pelos aplicativos Android Auto ou Apple CarPlay a situação piora, pois um programa rodando sobre o outro prejudica mais ainda a velocidade de processamento do equipamento.

Tanta desenvoltura no asfalto nos fez acreditar que na terra ele não se sairia muito bem. Ledo engano. Mesmo com difusores sob os para-choques, que passam uma impressão que o Compass tem menos vão livre que o divulgado, ele surpreendeu.

Manteve, dentro do possível, o conforto de marcha que apresentou no asfalto. Não bateu o fundo por todo o trajeto, nem mesmo os mencionados difusores. Manteve-se estável em velocidade sem escorregar muito em curvas.

Apenas em um trecho com muito cascalho, e em subida, faltou aderência. Seus pneus não são de uso misto e exigiram mais embalo na base do morro para superar o aclive.

Equipamentos – Sua lista de equipamentos de série é boa mas, com apenas 2 airbags,  não é tão completa. Controles de tração e estabilidade, sistema anticapotamento e travas isofix para ancorar cadeiras infantis resumem os itens de segurança.

Computador de bordo com tela de alta resolução de 3,5 polegadas, os já mencionados ar-condicionado de duas zonas e a central multimídia, comando elétrico do freio de estacionamento, chave presencial, entre outros, completam a oferta.

Para ter mais 4 airbags, sensores de chuva e crepuscular, som da marca Beats e faróis em LED, só comprando à parte em pacotes de opcionais.  O preço sugerido dessa versão Longitude Flex do Compass, no site da Jeep, é R$115,99 mil. O pacote de segurança soma R$3,25 mil e, o Premium, mais R$ 2,54 mil. Já o teto solar, a bagatela de R$ 7,10 mil.
O motor é o moderno Tiguershark 2.0 Flex de 4 cilindros. Ele tem bloco e cabeçote em alumínio e comando acionado por corrente com abertura variável de válvulas, tanto na admissão quanto no escape.

A aspiração é natural, sem turbo, mas seus números são bons: desenvolve 166/159 cv aos 6.200 rpm e tem torque de 20,5/19,9 kgmf aos 4.000 rpm com etanol e gasolina, respectivamente. O câmbio é automático de 6 velocidades. Nessa configuração de motor a tração é sempre 4x2.

Os modelos a diesel tem tração 4x4, motor mais potente, com melhor torque e menor consumo, mas preços 23% mais altos. Existe uma expectativa de a Jeep lançar, em breve, um Compass bicombustível 4x4 com câmbio automático de 9 marchas. A mesma transmissão que acompanha o motor a diesel. Só não se sabe ainda se será este motor 2.0 ou o 2.4 que equipa algumas versões da picape Fiat Toro.

Uma marca icônica, considerada quase Premium no Brasil, um SUV muito bom de dirigir e, também, um preço não muito maior que o dos concorrentes compactos, para nós, é o que explica vendas tão expressivas do Jeep Compass.

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