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Negócios

15/08/2017

Estado busca alavancar indústria criativa

Iniciativa do governo, via Codemig, integra principais instituições e projetos de incentivo ao setor
Thaíne Belissa
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Investimento para a revitalização do Edifício Bemge, na Praça Sete, sede do P7 está estimada em R$ 53 milhões/Divulgação
Com o objetivo de fomentar a indústria criativa em Minas Gerais, a agência de desenvolvimento P7 Criativo será inaugurada na manhã desta quarta-feira, em um endereço provisório, na região Centro-Sul da Capital. Projeto do governo do Estado em parceria com uma série de instituições, a agência vai oferecer serviços e espaços para acelerar, formar, capacitar empreendedores e atrair importantes empresas da economia criativa para o Estado. A sede oficial da agência será no Edifício Bemge, na Praça Sete, mas até o local passar por reforma, o P7 funcionará na Afonso Pena, número 4.000, 5º andar. O espaço provisório teve um investimento de R$ 1 milhão.

De acordo com o presidente da Associação do P7 Criativo, Paulo Brant, a inauguração do espaço marca a primeira fase do P7 Criativo e funcionará como um “ensaio” do que será a agência. “Essa primeira fase será um aprendizado. Os objetivos do P7 são muito amplos e vamos fazer um grande ensaio para que, quando nos mudarmos para a sede oficial, os conceitos e o modelo de gestão estejam bem consolidados”, diz. De acordo com ele, apesar de ser uma fase inicial, a agência funcionará, desde o início, cumprindo seu objetivo principal, que é ser um espaço de conexão da economia criativa em Minas Gerais.

O presidente explica que o endereço provisório é estratégico por ficar em uma área central da cidade. O espaço oferece 150 estações de trabalho, salas de reunião, auditório e laboratórios, que serão alugados aos empreendedores. Até o momento, cinco empresas e/ou startups estão confirmadas como as primeiras integrantes do P7 Criativo, sendo uma delas a Pense Cultura, um consórcio que reúne articuladores, consultores e gestores da área de cultura. As outras quatro são empresas e startups: JMMTech Soluções Tecnológicas; Zup; Indústria-i Empreendimentos Digitais e ISF Crédito.

Durante toda a semana, o P7 Criativo oferecerá programação gratuita com palestras, oficinas, workshops e happy hour destinados aos atores da economia criativa em Minas Gerais. As atividades já fazem parte das ações de conexão da agência e a expectativa é de que elas ajudem na divulgação do espaço e atraiam mais empresas, empreendedores e organizações diversas ligadas ao segmento.

Brant afirma que o clima é de otimismo na Associação do P7 Criativo e destaca a importância do projeto para a economia do Estado. “A economia do futuro será cada vez mais baseada no conhecimento, na informação e na criatividade. O que é uma boa notícia para Belo Horizonte, que tem todos os requisitos para liderar nessa área. Aqui temos capital humano de qualidade, universidades e centros de pesquisas reconhecidos no Brasil e um dos maiores polos de startups do País. O que faltava era uma conexão disso tudo e o P7 pretende ser uma contribuição nesse sentido”, diz.

De acordo com o presidente, a expectativa é de que a sede oficial do P7 seja inaugurada no segundo semestre do ano que vem. Um edital para a realização da reforma do prédio será publicado ainda este ano. A obra terá investimento de aproximadamente R$ 53 milhões. O P7 é uma iniciativa do governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e da Fundação João Pinheiro (FJP), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Primeiras organizações - Entre as primeiras empresas que já garantiram um posto de trabalho no P7 Criativo está a Indústria-i Empreendimentos Digitais. A empresa nasceu há 15 anos em Belo Horizonte focada no desenvolvimento de softwares, mas há sete anos também atua na criação de novos negócios inovadores e especializados em nichos de mercado. Entre os novos negócios da empresa está a MedLogic, startup que foi acelerada pelo programa do governo do Estado, Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), e que oferece uma plataforma voltada para a saúde do idoso.

O fundador da empresa, Daniel Melo, afirma que a transferência da sede da Indústria-i para o P7 é uma decisão estratégica, baseada em uma pesquisa pessoal nos últimos dois anos. “Passei dois anos visitando polos de inovação no mundo e percebi que eles ofereciam um ambiente que facilita o processo de inovação das empresas. Uma das coisas mais importantes desses polos é o espaço de coworking, onde pessoas de diferentes perfis vivem um ambiente de cooperação. Esse tipo de espaço é essencial para o lançamento de negócios com maior velocidade e menor custo”, diz. Além disso, o empreendedor destaca a vantagem de se estar mais próximo a agentes públicos e organizações de fomento.
O consórcio Pense Cultura também é uma das primeiras organizações integrantes do P7. Ele foi criado no início deste ano e, até o momento, funcionava de forma descentralizada nas casas e escritórios de seus consorciados, que são especialistas em diferentes áreas da cultura e prestam serviços de consultoria a governos, grupos culturais e artistas autônomos. Agora, o Pense Cultura terá uma base no P7 e ganhará a oportunidade de se relacionar com atores do ecossistema. Para o consorciado, Marcelo Bones, essa integração é o principal ganho de estar na agência.

“Acreditamos que o P7 será um grande espaço de trocas. Nossa expectativa é encontrar ali outros atores da indústria criativa, sejam organizações governamentais ou pessoas físicas, que vão potencializar nossa iniciativa”, diz.

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