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DMEP - Cegueira das Organizações

06/02/2018

Estratégia setorial como indução do crescimento da cadeia de produção

Rinaldo de Castro Oliveira*
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O último ensaio publicado em 27 dezembro de 2017 trouxe para discussão o tema gestão da cadeia de suprimentos, destacando a importância das empresas identificarem o seu posicionamento estratégico dentro da complexa rede de produção e comercialização, ofertando produtos e serviços aderentes às novas demandas, como forma de desenvolver vantagens competitivas nos mercados em que atuam. Nesse artigo, ainda dentro desse grande tema da gestão empresarial, sugiro refletir sobre o papel e a importância das instituições setoriais como instrumento de indução do crescimento, da inovação e da sustentabilidade das empresas. Se setores fortes são compostos por empresas fortes, também entendo que instituições setoriais organizadas, com informação qualificada e visão estratégica são alavancas para o desenvolvimento das empresas e da cadeia de produção como um todo.

Não que as organizações setoriais tenham a função de fazer o dever de casa das empresas, como se fossem um grande escudo de proteção ou uma mola propulsora para que as mesmas alcancem patamares superiores, pois esse papel é indelegável e intransferível, cabendo a cada empresa desenvolvê-lo. No entanto, uma série de questões transversais que afetam os negócios de muitas empresas, em maior ou menor grau, precisam ser devidamente discutidas e endereçadas pelas lideranças das associações e sindicatos empresariais. Dessa forma, assim como as empresas, cada uma dentro da sua realidade, estrutura e posição na cadeia de suprimentos precisam pensar os seus negócios de maneira estratégica, as instituições setoriais também necessitam sistematicamente fazer essa reflexão, considerando os ambientes interno e externo, os desafios e as oportunidades do setor. Setores que não tratam com responsabilidade as suas agendas importantes, mais cedo ou mais tarde terão um encontro com a realidade do mercado.



Temas como inovação em produtos e processos, oportunidades e ameaças de novas tecnologias, sustentabilidade ambiental e recursos naturais, gestão e qualificação profissional, entendimento sobre os mercados, clientes e suas transformações, são alguns exemplos que, de forma geral, cabem como pautas relevantes de discussões das instituições setoriais. Propositadamente não incluí na lista a questão tributária, não por desconsiderar a sua importância, mas pelo fato da mesma já ser muitas vezes o principal, ou até mesmo o único ponto de atenção das instituições setoriais. Este funciona como um remédio que traz naturalmente alívio imediato, mas que também pode gerar ainda mais dependência e fragilidade às empresas do setor, sem produzir as transformações necessárias para que o mesmo continue a crescer de maneira saudável no longo prazo.

Por fim, é importante ressaltar que as instituições setoriais são formadas por pessoas. Nenhum setor se fortalece se as suas lideranças empresariais não estiverem sensibilizadas, preparadas e alinhadas para conduzir de forma correta a reflexão estratégica sobre os temas essenciais que impactam as empresas e a competitividade das mesmas no mercado. Em um cenário de muitas mudanças no qual vivemos, passa a ser cada vez mais crucial as empresas discutirem conjuntamente os seus desafios dentro de um ambiente coletivo e de gestão profissional, visando estabelecer as diretrizes estratégicas do setor que nortearão o seu desenvolvimento no futuro.

*Sócio-diretor da DMEP

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