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Internacional

12/04/2018

EUA ameaça atacar Síria com mísseis

Governo norte-americano ainda criticou Moscou por apoiar o presidente Bashar al-Assad
Reuters
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Anúncio foi feito por Trump, após russos afirmarem que abaterão qualquer míssil contra a Síria/Kevin Lamarque/Reuters
Washington/Beirute - O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alertou a Rússia ontem para uma ação militar iminente na Síria em reação a um possível ataque com gás venenoso, declarando que mísseis “estão a caminho” e criticando duramente Moscou por estar ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Trump reagia ao fato de a Rússia ter alertado, na terça-feira (10), que qualquer míssil dos EUA disparado contra a Síria devido ao ataque fatal contra um enclave rebelde será abatido e que o local de disparo será alvejado.

Seus comentários provocaram o temor de se ver os primeiros conflitos diretos entre as duas potências mundiais por causa da Síria, onde estas apoiam lados opostos na prolongada guerra civil, que agravou a instabilidade em todo o Oriente Médio.

“A Rússia promete derrubar todo e qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque estão a caminho, lindos e novos e ‘inteligentes’!”, escreveu Trump, em uma postagem no Twitter.

“Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que mata com gás, que mata pessoas e se diverte com isso!”, tuitou Trump, em referência à aliança russa com Assad.

Leia também:
Contrária à ação, Rússia fala em ‘pretexto’


Reação russa - Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores russo disse, em uma postagem no Facebook, que “mísseis inteligentes deveriam voar na direção de terroristas, não na direção do governo legítimo”.

A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, disse que qualquer saraivada de mísseis norte-americanos poderia ser uma tentativa de destruir provas do suposto ataque com gás venenoso na cidade síria de Douma, pelo qual Damasco e Moscou negaram qualquer responsabilidade.

Depois do tuíte de Trump, o Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de monitoramento da guerra radicado no Reino Unido com uma rede de fontes na Síria, relatou que forças pró-governo estavam esvaziando grandes aeroportos e bases aéreas militares.

Pretexto - A chancelaria síria acusou os EUA, que vêm apoiando grupos rebeldes no conflito sírio, de usarem “fabricações e mentiras” como desculpa para atingir seu território.
“Não estamos surpresos com uma escalada tão impensada de um regime como o regime dos Estados Unidos, que patrocinou o terrorismo na Síria e ainda o faz”, disse uma fonte oficial da pasta, segundo a agência estatal de notícias Sana.

Após o ataque em Douma, o Jaish al-Islam, um grupo insurgente entrincheirado no local, finalmente concordou em bater em retirada, uma grande vitória para Assad, que pôs fim a uma longa rebelião na região de Ghouta Oriental, próxima da capital Damasco.

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