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Internacional

05/06/2018

EUA pede à OEA suspensão da Venezuela

Governo de Trump conta com apoio do Brasil, que vê violação de vizinho aos preceitos da democracia
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Washington, nos Estados Unidos, sedia mais uma edição da Assembleia-Geral da OEA, que discute a crise venezuelana/Juan Manuel Herreira/OEA
Washington - O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, voltou a solicitar que a Organização dos Estados Americanos (OEA) suspenda a Venezuela e outros membros, com o objetivo de ampliar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro para que se restaure a ordem constitucional.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse ontem à OEA que o governo de Caracas está em um processo de “desmantelamento em grande escala” da democracia. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, já havia pedido a suspensão venezuelana.
Em suas declarações, Pompeo condenou novamente a eleição disputada no mês passado, na qual Maduro voltou ao poder, qualificando-a como uma “farsa” e dizendo que o governo havia “exaurido todas as opções de diálogo”.

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, respondeu com acusações aos EUA de interferência em questões internas e de violar a Carta da OEA ao impor sanções.

Brasil - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, defendeu ontem a suspensão da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), caso o governo de Nicolás Maduro continue a violar os preceitos da Carta Democrática Interamericana. Aloysio ressaltou que a pressão internacional é insuficiente para solucionar a crise venezuelana, o que só poderá ser alcançado por meio da mobilização dos venezuelanos e da organização da oposição.

O ministro brasileiro disse que a Venezuela subscreveu a Carta livremente e está sujeita a seus princípios. “Isso não pode ficar letra morta. Na medida em que a Venezuela descumpre esse compromisso, que é fundamental, não há alternativa a não ser a suspensão”, declarou em Washington, onde participa da Assembleia-Geral da OEA. A crise política e humanitária no país é o principal tema de debate do encontro.

Votação - Hoje, os chanceleres tentarão aprovar uma resolução que exige o retorno da democracia na Venezuela, a libertação de todos os presos políticos, o respeito à divisão entre os Poderes e a permissão de entrada de ajuda humanitária no país. “Vai haver uma manifestação de preocupação e (vamos) colocar no horizonte uma eventual suspensão, desde que sejam obedecidos os procedimentos e a Venezuela persista nesse caminho”, observou Aloysio.

Aloysio elogiou a libertação de 79 presos políticos pelo regime de Maduro, mas ressaltou que o gesto não pode ser uma “porta giratória”, pela qual saem alguns presos enquanto outros entram. “Espero que essa decisão do governo Maduro seja a indicação de uma tendência permanente no rumo da descompressão política e de um estabelecimento de uma proposta efetiva de boa fé de entendimento para o restabelecimento da democracia”, afirmou.

Fontes diplomáticas da OEA interpretaram a decisão como uma tentativa de Maduro de amenizar a pressão sobre seu governo e reduzir o apoio à proposta de resolução que exige o restabelecimento da democracia no país. Para ser aprovado, o projeto precisa de 18 dos 34 votos da organização.

Em fevereiro, a OEA condenou a antecipação das eleições presidenciais na Venezuela com 19 votos. Foi uma das primeiras derrotas do regime na organização, onde conta com o apoio de grande parte dos países do Caribe, graças à entrega de petróleo a preços subsidiados.

Mas o comportamento de Caracas na sessão de abertura de ontem indicou que há uma erosão do suporte a Maduro. O representante do país se opôs à inclusão do debate sobre a Venezuela na pauta da Assembleia Geral, mas não pediu que houvesse votação sobre o assunto. Com isso, o tema foi aprovado por aclamação.

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