19/06/2018
Login
Entrar




Internacional

06/06/2018

EUA pode deixar Nafta e priorizar acordos

Segundo Larry Kudlow, intenção de Trump é privilegiar negociações bilaterais com Canadá e México
AE
Email
A-   A+
Apesar de planos do presidente dos EUA, México anunciou lista com tarifas em revide ao vizinho/Yuri Gripas
São Paulo - Diretor do Conselho Nacional Econômico dos Estados Unidos (EUA), Larry Kudlow afirmou em entrevista à rede Fox News, ontem, que o presidente Donald Trump pode abandonar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) e privilegiar negociações de acordos bilaterais com Canadá e México. A declaração é dada dias após os EUA imporem tarifas à importação de aço e alumínio dos dois parceiros, que, por sua vez, já anunciaram retaliações e que pretendem contestar o comportamento americano na Organização Mundial de Comércio (OMC).

Trump “contempla seriamente uma mudança nas negociações do Nafta”, afirmou Kudlow. “A preferência dele agora, e ele me pediu para comunicar isso, é de fato negociar com México e Canadá separadamente”, informou o assessor. “Ele pode agir rapidamente rumo a essas discussões bilaterais, em vez de como um todo”, explicou.

“Trump é o maior reformador do comércio em décadas”, afirmou Kudlow, durante a entrevista. Segundo ele, o sistema comercial global “está corrompido”, porque não haveria reciprocidade. “Trump se considera um partidário do livre-comércio”, garantiu o assessor, dizendo que há atualmente muitas práticas injustas de outros países, como o roubo de tecnologia.

Para Kudlow, os cortes de impostos e na regulação geram resultados no país. “Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nós somos a nação que mais cresce no mundo”, disse.

Kudlow também comentou a reunião que o presidente americano deve ter neste mês com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. O principal assessor econômico de Trump disse que não espera um acordo no primeiro dia de negociações, prevendo ainda que as conversas devem prosseguir por um tempo.

Tarifas mexicanas - O México detalhou ontem, em seu diário oficial, as tarifas que já havia dito que adotaria em retaliação aos Estados Unidos, após, na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, levar adiante sua ameaça de impor tarifas à importação de aço e alumínio da nação vizinha.

De acordo com a tabela divulgada, o México cobrará, por exemplo, imposto de 20% sobre pernas e paletas de porco, presuntos, maçãs e batatas americanas, e de 25% sobre chapas de aço, revestidos de alumínio e outros itens, como whisky.

Em nota, na segunda-feira (4), o governo mexicano anunciou que entrará em processo de solução de controvérsias contra os EUA na Organização Mundial de Comércio (OMC). A administração do presidente Enrique Peña Nieto contestou o argumento dado pelos EUA, de proteção à segurança nacional, e disse que a ação americana viola as normas da OMC.
“O governo do México referenda que suas ações continuarão a se apegar ao Estado de Direito comercial internacional e serão proporcionais ao dano que o México lamentavelmente receba”, diz o comunicado.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

19/06/2018
Bloco mira novos parceiros comerciais pelo mundo
Líderes estão reunidos no Paraguai
19/06/2018
Trump quer criação de ?Força Espacial?
Washington - O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse ontem que vai ordenar a criação de um sexto ramo das forças armadas do país para abrir caminho...
19/06/2018
Eleito, Duque promete crescimento e rigidez em acordo de paz com as Farc
Bogotá - O presidente eleito da Colômbia, Iván Duque, prometeu unir um país dividido com seus planos de endurecer um acordo de paz com a guerrilha Farc e retomar o...
16/06/2018
EUA impõe tarifas e inicia "guerra" com a China
Em resposta, chineses anunciaram que aplicarão mesma taxa sobre igual volume de produtos americanos
16/06/2018
Venda a chineses pode ser menor em 8 anos
São Paulo - As importações chinesas de petróleo venezuelano podem cair para o menor patamar em quase oito anos em julho, enquanto o produtor da...
› últimas notícias
Preço do diesel recua R$ 0,41 em Minas
Mais de 40% das empresas usam planilhas ao contratar
Inadimplência recua na Capital
TCU vai apurar se cobrança por despacho de bagagem reduziu preços das passagens
Governo espera movimentar a economia com liberação de saques
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


19 de junho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.