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Economia

17/03/2017

Europeus pagam R$ 3,7 bilhões por aeroportos

União obtém ágios altos com leilão dos aeródromos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza
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Aeroporto de Salvador é comprado pela francesa Vinci Airports com ágio de cerca de 113%/Daniel Alves/Portal da Copa
Brasília - Os elevados ágios obtidos no leilão de aeroportos realizado nessa quinta-feira (16), mesmo com a reduzida quantidade de concorrentes, surpreenderam especialistas no setor de infraestrutura, que avaliam o resultado como um sinal de confiança dos investidores no País.

Os aeroportos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) foram arrematados ontem por grandes operadores internacionais do setor, em leilão que arrecadou um total de R$ 3,7 bilhões em outorgas, ante os R$ 3 bilhões estimados inicialmente pelo governo.

A francesa Vinci Airports ficou com o terminal na Bahia, com ágio de cerca de 113% ante o preço mínimo exigido. A suíça Zurich arrematou o aeroporto catarinense, pagando ágio de 58% e a alemã Fraport venceu o leilão dos terminais de Fortaleza e Porto Alegre, com ágios de 18% e 852%, respectivamente.

“Não deixa de surpreender que, apesar da saída de agentes locais importantes, essas empresas tenham convencido seus acionistas a dar valores ousados para entrar em um momento turbulento da política local”, considerou o especialista em infraestrutura Fernando Camargo, sócio-diretor da LCA. “Esse governo, apesar das dificuldades, vem tratando a agenda macroeconômica e fiscal da maneira que o mercado gosta”, completou.

O especialista ponderou, entretanto, que apesar dos ágios proporcionalmente grandes, o volume financeiro das outorgas e dos investimentos não é tão grande como o de leilões anteriores.

Para o especialista em logística Luiz Afonso Senna, professor da escola de engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os fortes ágios em um leilão com poucos licitantes sinaliza uma aposta na vitalidade da economia do país daqui para a frente.

O especialista observou que o fato de o aeroporto de Porto Alegre ter registrado um ágio de mais de 800% indica que o próprio governo, ao preparar o edital, subestimou o potencial do terminal.

“O aeroporto de Porto Alegre tem potencial para ser um importante hub entre o Brasil e países próximos como Uruguai, Argentina e Chile”, disse.

Para ele, o aeroporto gaúcho pode, inclusive, assumir o papel de ser um hub para voos da América do Sul para a Ásia. “Pode ser um centro para voos domésticos e também uma saída pelo Sul para a Austrália e a Ásia”, considerou.

Desafios jurídicos - A advogada Ana Cândida Carvalho, da área de Infraestrutura do escritório TozziniFreire, apontou que os aeroportos de Porto Alegre e Salvador são os que oferecerm os maiores desafios jurídicos, por conta de licenciamentos e desapropriações necessários para a realização das obras.

“O resultado do leilão é emblemático. Mostra confiança e estabelece um paradigma positivo para os próximos projetos a serem concedidos”, frisou.

O governo não anunciou ainda um novo leilão de aeroportos, mas o plano de concessões do governo do presidente Michel Temer prevê para este ano licitações de outros ativos.
O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou após o leilão que o governo não descarta novos leilões de aeroportos. “Estamos calibrando o sistema público e o concessionado para ver se haverá necessidade de mais leilões. Não estamos fechando essa porta”, afirmou Quintella.

O leilão de ontem ocorreu depois que um fundo do Pátria Investimentos ofertou ágio de 131% para ficar com a concessão da Rodovias do Centro-Oeste Paulista, em uma proposta de R$ 1,3 bilhão apresentada em leilão organizado pelo governo do Estado de São Paulo. No final de abril, o governo paulista colocará em leilão mais um projeto rodoviário, a Rodovia dos Calçados, que prevê investimentos de R$ 5 bilhões.

No âmbito federal, no dia 23 deste mês deve ocorrer o leilão de dois terminais de combustíveis no porto de Santarém (PA) e, em abril, do terminal de trigo do Rio de Janeiro. No segundo semestre será a vez do leilão de trecho das BRs 364 e 365 (GO/MG), de trecho das BRs 101/290/386/448 entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de ferrovias como a Ferrogrão (MT/PA), Norte-Sul (SP/MG/GO/TO) e Fiol (BA). (Reuters)

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