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Economia

13/09/2017

Evento em Uberlândia movimenta o setor de construção

Ana Carolina Dias
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Em novo formato e pela primeira vez na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a 14ª edição do Minascon, evento unificado da Construção Civil e Construção Pesada de Minas Gerais que reúne agentes da cadeia produtiva do setor, teve início na última segunda-feira. A nova fase da iniciativa, fruto da parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sebrae Minas, Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), prevê itinerância das atividades por todas as regiões do Estado em alternância com a Capital.

A expectativa é de que cerca de 5 mil pessoas participem dos três dias de evento, que conta com mais de 50 temáticas diferentes com foco no setor da construção, abordadas em talkshows, congressos técnicos, painéis, workshops, seminários.

Dados mais recentes da Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais, divulgados pela Fiemg em junho deste ano, mostram que o índice de atividade da Indústria da Construção do Estado apresentou ligeira melhora com 40,6 pontos em junho, recuperando parcialmente a perda de 8,4 pontos registrada na passagem de abril (47,7 pontos) para maio (39,3 pontos). Abaixo da linha dos 50 pontos, o valor ainda demonstra queda da atividade, mas em comparação com parâmetros anteriores, sinaliza um cenário mais favorável em 2017. O índice acumula um crescimento de 7,4 pontos no primeiro semestre deste ano e de 3,6 pontos na comparação com igual período de 2016.

Para o presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Junior, o Minascon é uma importante ferramenta para continuar aquecendo o setor da indústria da construção, uma vez que proporciona novas oportunidades de negócios por meio das conexões, além de apresentar inovações e iniciativas que ajudam na formação e desenvolvimento de novos profissionais. O presidente ressaltou, durante a cerimônia de abertura do evento, a descentralização em relação à Capital e a importância da escolha de Uberlândia como sede desta edição do evento. “A Fiemg procura cidades que tem grandes oportunidades e escolhemos Uberlândia porque atualmente é um polo de atração de investimentos, assim como todo o Triângulo Mineiro. Vir para cá é justamente valorizar o que aqui acontece e fazer com que os empresários, inclusive os da cidade, conheçam o que há de mais moderno em termos de cadeia produtiva, de tecnologia e de produtos. Além disso, é uma chance dos empresários conhecerem as oportunidades geradas aqui”, afirmou.

A definição de Uberlândia como primeiro município a receber a itinerância do Minascon também é fundamentada pelo desenvolvimento do mercado imobiliário na cidade, como destacou o presidente do Sinduscon-TAP, Pedro César Spina. “É uma oportunidade de unir a cadeia produtiva como um todo para trocar ideias, aprimorar conhecimentos e se atualizar. Uberlândia particularmente teve um nível de lançamento imobiliário 30% maior que o ano passado, além de 23% a mais de financiamentos na cidade e estamos percebendo 2017 um pouco mais positivo para a construção”, comentou.

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Pesquisa -
De acordo com pesquisa inédita encomendada pelo Sinduscon-TAP, realizada em abril de 2017 pela Brain Bureau de Inteligência Corporativa (Brain), no segundo trimestre deste ano, Uberlândia vendeu 419 unidades, sendo 387 residenciais e 32 comerciais. Os imóveis econômicos lideraram as vendas, com 206 unidades, contra 181 unidades de outros padrões e um total de R$ 109.461 milhões comercializados. Em Belo Horizonte foram vendidas 605 unidades, sendo 585 residenciais e 20 comerciais. 

Na Capital o número de vendas de imóveis de outros padrões foi maior, atingindo 508 comercializações, contra 77 unidades no padrão econômico. Ao todo, foram comercializados R$ 341 milhões. Ainda segundo os dados levantados pela pesquisa, até junho de 2017, o mercado imobiliário de Uberlândia apresentava uma oferta final de 6.893 unidades para o mercado residencial vertical e 34 para o mercado comercial e a projeção potencial da demanda é de 12.628 novas residências até 2022.

*A repórter viajou à convite da Fiemg



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