Publicidade
22/05/2018
Login
Entrar

Internacional

26/04/2018

Evo Morales pode intervir em polêmica da Unasul

Brasil e mais 5 países suspenderam recentemente participação no bloco
ABr
Email
A-   A+
Expectativa é de que presidente boliviano consiga encontrar soluções para a situação que hoje divide grupo ao meio/G Jalassi
Brasília - A polêmica em torno da decisão do Brasil e de mais cinco países de suspender a participação na União das Nações Sul-Americanas (Unasul) terá desdobramentos. Na presidência pro tempore (temporária) da entidade, a Bolívia está em posição oposta. O ex-secretário-geral da Unasul Ernesto Samper disse estar tranquilo, porque o comando da Unasul está sob responsabilidade do presidente boliviano, Evo Morales, que deverá se manifestar sobre o tema.

“Eu estou aqui muito consciente do que está acontecendo atualmente com a Unasul, mas também muito tranquilo porque acredito que, se alguém tem a capacidade de encontrar soluções para a situação, é o presidente Evo Morales, um dos fundadores da União”, afirmou.

Samper disse que Evo Morales é a pessoa indicada para resolver a situação, após o anúncio de que seis dos 12 membros da Unasul não pretendem participar de reuniões, nem decisões até a nomeação do novo secretário-geral. A Unasul é formada pela Argentina, o Brasil, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, a Guiana, o Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e a Venezuela.

Carta - Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e os chanceleres da Argentina, do Paraguai, da Colômbia, do Chile e do Peru enviaram carta à presidência pró tempore da Unasul. No documento encaminhado ao chanceler da Bolívia, Fernando Huanacumi, que está no comando da organização, eles informam sobre a decisão de suspender, por tempo indeterminado, a participação nas reuniões do bloco.

A decisão, segundo o documento, foi motivada pelo impasse com o governo da Venezuela em relação à escolha do secretário-geral da organização. Na carta, os chanceleres alegam que a Unasul está paralisada desde janeiro de 2017 porque a Venezuela, com o apoio da Bolívia, do Suriname e do Equador, vetou o candidato argentino ao posto de secretário-geral.

Diálogo - Para Samper, é preciso negociar para dar fim ao impasse. “Na medida em que somos capazes de usar esse consenso para chegar a uma fórmula que poderia ser maioria qualificada, ou algo assim, para a eleição do secretário-geral, acho que existe a possibilidade de que uma solução rápida para essa questão possa ser encontrada”, disse.
Segundo o ex-secretário-geral da Unasul, a iniciativa do Brasil e dos demais cinco países teve motivação política, daí a necessidade de ampliar o diálogo e buscar o consenso. “A Unasul nasceu como uma resposta à incapacidade do sistema interamericano para lidar com questões importantes, como questões relacionadas à defesa”, lembrou.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

22/05/2018
Grupo de Lima não reconhece vitória de Maduro em eleições
Brasília - Brasil e mais 13 países latino-americanos integrantes do chamado Grupo de Lima emitiram ontem uma declaração na qual afirmam não reconhecer o...
19/05/2018
OMS alerta Brasil sobre surtos de doenças
Diretor-geral de entidade diz que País corre grande risco com alto fluxo de pessoas que circulam nas fronteiras
19/05/2018
Programa de resgate vai focar em redução da dívida pública da Argentina
Washington - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou, na sexta-feira (18), que o objetivo do programa de resgate à Argentina...
18/05/2018
Tensões começam a afetar comércio
Segundo entidade internacional, protecionismo pode prejudicar avanço do setor no mundo
18/05/2018
Detalhes de apoio do FMI já estão em discussão
Washington - O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera fornecer à Argentina um programa de apoio de alto acesso, mas detalhes precisos sobre o que ele irá abranger ainda...
› últimas notícias
Preços inviabilizam transporte de cargas
Confiança do empresário avança 1,2 ponto
PIB tem aumento de 0,3% no 1º trimestre
Minas recorrerá à expertise chinesa para aproveitar rejeitos
Balança brasileira registra superávit de US$ 1,924 bi na terceira semana de maio
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


19 de maio de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.