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Internacional

29/08/2017

Ex-procuradora afirma que Maduro desviou US$ 8 mi

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Brasília - O impacto daBrasília - A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, afirmou ontem, em San Jose, na Costa Rica, que tem provas de um caso em que o presidente de seu país, Nicolás Maduro, desviou entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões. A informação é da EFE.

“Há muitos funcionários comprometidos com o caso de corrupção da Odebrecht, além do presidente Nicolás Maduro, que subtraiu do Fisco entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões em dinheiro e os pagou a uma importante empresa”, disse Ortega em uma entrevista coletiva.
Segundo a ex-procuradora-geral, para a “milionária trama de corrupção” utilizou “como fachada a empresa venezuelana chamada Contextus Comunicação Corporativa”. Essa empresa, de acordo com Luisa Ortega, é propriedade de Mónika Ortigosa, esposa de Alejandro Escarrá, que por sua vez é sobrinho de Hermann Escarrá, membro da Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

Luisa assegurou que recentemente entregou provas desse e de outros casos a “procuradores dos Estados Unidos” e ontem ao procurador-geral da Costa Rica, Jorge Chavarría, que também exerce o cargo de secretário-geral da Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos.

A ex-procuradora-geral destacou que no caso da Odebrecht está envolvido Diosdado Cabello, mas não revelou detalhes do caso, como fez no Brasil, onde disse que o montante ascendia a US$ 100 milhões.

“Tenho muitas provas do último escândalo de corrupção que afeta não só à Venezuela, mas toda a região. Essas provas que envolvem Cabello foram entregues a funcionários das procuradorias de Estados Unidos e Brasil e vamos continuar com outros temas”, afirmou.
A ex-procuradora chegou ontem à Costa Rica e não revelou os detalhes da sua agenda de atividades no país por motivos de segurança. Na entrevista coletiva garantiu que não retornará ao seu país porque sua vida corre perigo, mas ressaltou que seguirá lutando de fora para que na Venezuela “retorne a democracia e a liberdade”.

Destituição - Luisa Ortega foi destituída em 5 de agosto pela ANC, que a acusou de “atos imorais” e apontou que seu marido fazia parte de trama de extorsão que supostamente operava no Ministério Público. Após a acusação, ela abandonou a Venezuela e viajou para a Colômbia, por Aruba.

A ex-procuradora, que foi vinculada ao chavismo, mas se distanciou do governo de Maduro, denunciou a ruptura da ordem constitucional no seu país após duas sentenças do Tribunal Supremo que tiravam competências do Parlamento e limitavam a imunidade dos deputados.

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