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Economia

15/11/2017

Expectativa positiva para o Black Friday

Levantamento da Fecomércio-MG aponta que 35% das lojas em BH vão aderir à promoção
Ana Amélia Hamdan
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Belo-horizontinos deverão gastar R$ 500 em média com as compras durante o Black Friday neste ano, segundo a Fecomércio-MG/Paulo Pinto/Fotos Públicas
Uma das datas mais esperadas pelo comércio, a Black Friday acontece no próximo dia 24 – último final de semana do mês – e vai contar com a adesão de 35% das lojas de Belo Horizonte, sendo que a maior parte dos comerciantes pretende reduzir os preços dos produtos em 50% ou mais. Conhecida por oferecer descontos agressivos, a promoção deve atrair 32,4% dos consumidores da Capital, com a maior parte deles estando disposta a gastar mais de R$ 500. Além disso, com a proximidade do Natal, muitas pessoas vão aproveitar para adiantar as compras. Esses são alguns dados de pesquisas divulgadas ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

Para o economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, o índice de participação de comerciantes e consumidores na Black Friday é significativo, mas ainda há espaço para ampliação. “A característica da data, com a oferta de descontos agressivos, tende a alavancar as vendas. Além disso, os consumidores aproveitam para antecipar as compras de Natal”, comenta. Almeida explica que o tíquete médio na Black Friday é alto porque os consumidores postergam algumas compras para aproveitar os descontos oferecidos na data.

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O economista também ressalta uma característica importante da Black Friday na Capital. “Na contramão de diversos cenários, em Belo Horizonte, há adesão maior à Black Friday no varejo físico”, diz. Apesar de ter surgido no ambiente virtual, nos Estados Unidos, a data vem ganhando cada vez mais força no varejo tradicional. Segundo apontou a pesquisa Expectativa para a Black Friday – Opinião do Empresário, enquanto nas lojas tradicionais o índice de adesão é de 34,9%, nas lojas na internet o índice fica em 8,4%. A pesquisa destaca que 51,4% do comércio convencional ainda não estão presentes no ambiente virtual.

Quanto ao segmento, aquele com maior índice de adesão é o de móveis e eletrodomésticos, com 68% de participação. Mas outros produtos setores também têm destaque. Entre eles estão lojas de tecidos, vestuário e calçados (62,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (53,6%).

Nos demais setores, os índices de adesão são os seguintes: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (33,3%); equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (26,3%); veículos e motocicletas, partes e peças (19,5%); supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (11,8%); material de construção livros, jornais, revistas e papelaria (6,7%).

Dos entrevistados que disseram que vão oferecer descontos, 39% declararam que vão cortar os preços em 50% ou mais.

A expectativa dos empresários quanto aos resultados das ações é bastante positiva: 50% dos entrevistados esperam impactos superiores a 25% nas vendas do período. Mas a cautela e o endividamento do consumidor ainda preocupam, sendo que 60,7% dos ouvidos disseram que essas características podem atrapalhar os resultados.

De acordo com a pesquisa, a participação dos comerciantes este ano é semelhante à de 2016, quando 37,3% aderiram à promoção. Para 23,7%, as ações do ano passado não surtiram efeito nas vendas. Por outro lado, 30% consideraram que o impacto foi superior a 25%.

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