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Economia

12/01/2017

Extração e automóveis levam MG ao 2º melhor desempenho do País

Com alta de 5,9%, Estado só perde para o Pará
Gabriela Pedroso
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A venda de veículos impulsionou a indústria automotiva/Alisson J. Silva
Impulsionada pelo melhor desempenho dos segmentos extrativo e de automóveis, a produção industrial em Minas Gerais registrou uma alta expressiva de 5,9% em novembro de 2016, na comparação com o mês imediatamente anterior. O percentual não cobriu a queda de outubro, mas ajudou a recuperar parcialmente a perda de 7,9% verificada no décimo mês. Entre as 14 regiões pesquisadas, o Estado só ficou atrás do Pará, cuja indústria observou um incremento de 6,6%, conforme levantamento do setor divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Em novembro, tivemos alguns segmentos importantes no Estado que vinham apresentando desempenho muito ruim ao longo do ano e que conseguiram se sobressair, como é o caso da indústria de extração (+2,4%) e automóveis (+8,7%). São dois setores de grande influência na economia de Minas e que nesse mês (novembro) apresentaram ótimo resultado, com aumento de produção”, destaca a supervisora de pesquisa econômica do IBGE Minas, Cláudia Pinelli.

No confronto com o mesmo mês de 2015, o comportamento da indústria mineira, porém, não repetiu o dinamismo. A produção industrial de Minas Gerais caiu 0,3% em novembro de 2016, sendo a 32ª taxa negativa seguida nesse tipo de comparação. A retração foi puxada principalmente pela piora na fabricação de produtos alimentícios (-10,3%), produtos de metal (-14,0%), bebidas (-7,2%) e metalurgia (-0,8%).

Os segmentos de veículos automotores, reboques e carrocerias (8,7%), indústrias extrativas (2,4%), de celulose, papel e produtos de papel (49,9%) e de máquinas e equipamentos (33,2%) ajudaram, no entanto, a impedir uma redução mais significativa da produção industrial do Estado na base.

De janeiro a novembro, o recuo foi ainda maior - de 6,8% - frente ao mesmo período de 2015. Das 13 áreas contempladas na pesquisa, nove tiveram variação negativa no acumulado do ano, o que explica o alto nível de retração da indústria mineira no intervalo. Nesse caso, as maiores contribuições foram da indústria extrativa (-13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-16,7%), metalurgia (-4,6%), máquinas e equipamentos (-24,6%), produtos de metal (-13,4%) e produtos de minerais não-metálicos (-8,4%).

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Desaceleração nacional - Segundo Cláudia Pinelli, os números mostram que a indústria mineira segue sentindo os efeitos da desaceleração econômica nacional. “Embora em novembro Minas tenha apresentado esse resultado (+5,9%), ele não foi suficiente para recuperar o acúmulo de perdas que o Estado vem tendo. Comparado com 2015, ainda há um decréscimo muito grande, ainda há muito o que recuperar. A indústria deu uma respirada, mas não sabemos se há fôlego para continuar”, avalia a supervisora de pesquisa do IBGE Minas.

Nos últimos 12 meses, a atividade industrial amargou queda de 7% no Estado, justificada pelos desempenhos na fabricação de máquinas e equipamentos (-24,0%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-18,5%), de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-13,7%), e na indústria extrativa (-13,1%).

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