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Prêmio José Costa

04/12/2015

Faturamento da Pif Paf deve crescer 6%

Empresa investe R$ 54 milhões até 2016, a maior parte destinada ao aumento da capacidade de produção
Mara Bianchetti
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O gerente da Pif Paf Alimentos, Getúlio Almeida, recebeu o Prêmio José Costa/Divulgação/Pif Paf/Washington Alves
Enquanto muitas empresas já consideram 2015 um ano perdido, outras comemoram os resultados, por menores que sejam, diante do cenário econômico desafiador. Uma delas é a mineira Pif Paf Alimentos, especializada em processamento de aves, suínos, massas e vegetais, com sede administrativa em Belo Horizonte, que espera crescimento de 6% no faturamento deste exercício em relação a 2014. "Não vou dizer que 2015 não foi bom, é que 2014 tinha sido excelente", compara o presidente da companhia, Luiz Carlos Costa.

Segundo ele, o ano anterior foi marcado por forte crescimento em todo o setor. O desempenho de 2015 também é atribuído às características do segmento. "Trabalhamos com alimentação, que é uma das últimas áreas a sentir e uma das primeiras a recuperar quando a economia não vai bem", justifica.

Já em relação às expectativas para 2016, Costa resume como incertas. " É uma incógnita. Neste ano o resultado não assustou, não teremos números robustos como em 2014, mas ainda teremos crescimento. Enquanto isso, o cenário do ano que vem já começa a assustar, porque não sabemos como vão ficar as empresas que ainda não vivem a crise. Temos receio que elas sejam levadas até ela", explica.

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Infraestrutura - Para atender ao aumento da demanda registrado nos últimos anos e amenizar os impactos da recessão econômica brasileira, a empresa está investindo R$ 54 milhões em um ciclo que começou neste ano e será fechado em 2016. A maior parte dos recursos (R$ 37 milhões) está voltada para o aumento da capacidade produtiva, com ênfase na modernização da infraestrutura do parque industrial e desenvolvimento de novos produtos, por meio da construção de novas granjas em Goiás. Hoje, são abatidas de 130 mil a 150 mil aves por dia. A meta é ampliar esse número para 180 mil.

O restante será dividido entre três plantas da empresa instaladas em Minas Gerais: R$ 10 milhões para a unidade de Visconde do Rio Branco (Zona da Mata), R$ 6 milhões para a fábrica de Patrocínio (Alto Paranaíba) e R$ 1 milhão para a planta de Viçosa (Zona da Mata). Neste caso, os investimentos visam à melhoria da infraestrutra e da tecnologia e na ampliação dos itens produzidos.

O mix de produtos da Pif Paf reúne mais de 300 itens, entre eles elaborados de carnes, pizzas, lasanhas, pães de queijo e embutidos. Há 46 anos no mercado, a empresa conta com aproximadamente 8,5 mil funcionários. Neste sentido, o presidente da empresa ressalta os esforços na preservação dos postos de trabalho diante da crise instalada no País.

"São tantas mudanças em todos os sentidos e preservar a empresa e os empregos que geramos acaba se tornando mais um desafio, além do próprio mercado. Existem concorrentes grandes e que, de certa forma, têm poder maior. Não somos uma empresa de alcance nacional, mas estamos em uma importante região brasileira. Por isso, procuramos fazer um trabalho que dê segurança aos nossos negócios e aos que dele dependem", resume Costa.

Esta visão foi um dos fatores que fizeram com que a companhia fosse agraciada com o Prêmio José Costa na categoria Agronegócio, que foi recebido pelo gerente da Pif Paf, Getúlio Almeida, representando a direção da empresa. Uma realização do DIÁRIO DO COMÉRCIO em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), a premiação teve como tema "Resiliência e Gestão Responsável - Novos modelos para novos tempos", contemplando empresas e empreendedores do Estado nas categorias de Indústria, Comércio, Serviço, Infraestrutura, Agronegócios, Setor Plural, Mão de Obra Senior, Economia Circular e Economia Criativa, no último mês. A Embaré foi a escolhida no segmento de Indústria.

Em 2015 o prêmio contou com o patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM); com o copatrocínio do Banco Mercantil do Brasil e apoio da Interface Comunicação e Reciclo Comunicação.




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