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Negócios

17/11/2017

Fazenda solar entra em operação em Minas Gerais

Projeto dispensa investimentos de clientes e chega às cidades atendidas pela Cemig por um plano de assinatura
Daniela Maciel
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Terreno de 2,5 hectares tem capacidade para gerar, nessa primeira etapa, 170 mil kWh/mês, podendo cgehar a 5 MWth/mês/Divulgação
A Empresa Brasileira de Energia Solar (Ebes) anunciou a entrada em funcionamento da primeira fazenda de energia solar do Estado, na cidade de João Pinheiro, na região Noroeste. O terreno de 2,5 hectares tem capacidade para gerar, nessa primeira etapa, 170 mil kWh/mês. O projeto prevê que essa capacidade chegue a 5 MWth/mês (cinco megawatts-horas/mês). O valor do investimento não foi revelado.

De acordo com o diretor de Novos Negócios da Ebes, Rodolfo Molinari, a energia produzida na fazenda será distribuída pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e poderá ser consumida por empresas de todo o território atendido pela companhia. Os clientes podem aderir à iniciativa por meio de dois diferentes planos de assinatura.

“Desde 2015, quem tem um sistema de captação de energia solar pode disponibilizar o excedente na rede e reaver essa energia em forma de crédito quando precisar. A dificuldade é, porém, além da parte burocrática, lidar com as questões técnicas e, por incrível que pareça, ter um telhado. Com a verticalização das cidades, os telhados estão se tornando menores”, explica Molinari.

O sistema funciona da seguinte forma: a Ebes analisa o perfil de consumo com base nos últimos 12 meses do cliente e, a partir desse levantamento, indica a quantidade de lotes necessários para atender a demanda. É como se o consumidor alugasse um determinado número de placas capazes de produzir a quantidade de energia calculada. Em seguida, por meio da Cemig, a energia gerada pelo lote chega ao cliente. Dessa forma, se o consumo exceder o contratado, o fornecimento passa a ser feito diretamente pelo sistema da Cemig, sem o risco de interrupção do abastecimento. A diferença será cobrada dentro da mesma fatura. No caso contrário, quando o cliente não consome o contratado, o excedente fica guardado em forma de crédito e pode ser utilizado em até um ano. A assinatura é vinculada ao CPF ou CNPJ do consumidor. Dessa forma, a mudança de endereço não afeta o abastecimento.

“A energia chega ao consumidor pela rede da Cemig que já está implantada. A geração de energia por meio das hidrelétricas ainda é mais barata que a fotovoltaica, porém, o custo cobrado é composto por uma série de fatores como o uso das térmicas e outras formas de geração, a transmissão que atravessa o País, as perdas do sistema, entre outros. É aí que nos tornamos competitivos. Podemos estar muito mais próximos do consumidor e sofremos bem menos com as ocorrências do clima. Escolhemos a região ao norte do Estado, que tem uma ótima incidência solar. A expectativa é de que em três anos tenhamos três fazendas no Estado, totalizando 15 Mwth/mês”, afirma o diretor de Novos Negócios da Ebes.

Para essa primeira etapa, a empresa dedicou o esforço de vendas para pequenas e médias empresas. A ideia é popularizar o sistema e atender uma classe de empreendedores com pouca capacidade de investimento para promover a economia de insumos. Da mesma forma, a região escolhida para a implantação da fazenda tem a ver com o impacto social gerado. Fundos norte-americanos que aportaram recursos no projeto, como TPG, ART e MOV, exigem que esse tipo de empreendimento seja realizado em terras inaptas para a agricultura. A expectativa é de que cada megawatt produzido gere entre 25 e 30 empregos diretos.

“Queremos que nosso negócio gere impacto social. Por isso escolhemos as pequenas e médias empresas, porque elas é que são responsáveis pelo grosso da economia e formam o maior volume de empresas. Como a mesma fazenda não pode ofertar para o público corporativo e físico ao mesmo tempo, não podemos, ainda, oferecer para o consumidor final. Vamos fazer isso assim que a próxima fazenda começar a funcionar. Além da economia gerada na conta, as empresas vão conquistar um ativo na busca de acreditações e também no diálogo com uma classe de clientes que usa ações de responsabilidade social e ambiental das empresas como fator de decisão de compra”, destaca o executivo.

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