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Negócios

13/09/2017

FDC e Maio criam Índice de Relevância Digital

Mírian Pinheiro
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Daniela Guerra e Fred Conte: solução é gratuita e está disponível provisoriamente/Divulgação
A Fundação Dom Cabral (FDC), escola de negócios com atuação internacional sediada em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e a mineira Maio Marketing, empresa de serviços especializados de marketing que une estratégia, dados e tecnologia, desenvolveram o Índice de Relevância Digital, indicador capaz de aferir a relevância digital de companhias brasileiras.

Mais de 700 empresas nacionais já calcularam seu índice. A solução é gratuita e está disponível provisoriamente. De acordo com a diretora da Maio, Daniela Guerra, o indicador ficará disponível até meados de outubro, mas ainda não se sabe como e em quais condições ele voltará ao ar depois do período de sensibilização. Empresas de qualquer segmento podem utilizá-lo, basta acessar gratuitamente a plataforma no link: www.relevanciadigital.fdc.org.br.

Daniela Guerra diz que a aplicação desenvolvida tem como objetivo sensibilizar as empresas sobre a importância da Transformação Digital e como devem estar atentas à sua performance, presença e percepção dos seus seguidores no meio digital. “Utilizamos nosso expertise em Data Driven Marketing, Customer Experience e Martech para pensar em algo inovador e aplicado ao negócio do cliente que, ao mesmo tempo, gerasse engajamento e uma reflexão sobre o tema” observa a especialista.

Resposta em minutos - A aplicação desenvolvida pela FDC e Maio permite que as organizações conheçam seu índice de relevância digital e direcionem suas estratégias. Com o advento do novo consumidor, que passa a ser cada dia mais digital e multicanal, as empresas vêm constatando a necessidade de construir uma presença digital eficaz. “Em minutos, a solução desenvolvida cruza informações e faz um comparativo, mostrando como a empresa está em relação a outras empresas do seu setor e demais empresas que calcularam seus índices, explica Daniela Guerra.

Para chegar a esse resultado, o Índice de Relevância Digital avalia três variáveis: performance, com os dados page rank do site institucional da empresa, utilizando os indicadores Page Authority e Mozrank; presença, com o nível de engajamento em relação ao número de seguidores nos perfis em redes sociais da companhia; e percepção, com sentimento geral relacionado às citações em postagens de seguidores da empresa. Com a ajuda do Natural Language Understanding do IBM Watson, é possível mapear e cruzar essas variáveis em minutos, para um diagnóstico preciso.

A partir do preenchimento de um formulário e da inclusão do ID (número exclusivo que identifica contas em aplicativos como Facebook, Twitter etc), em alguns minutos, chega-se ao resultado da relevância digital da empresa. O cálculo da variável percepção é obtido por meio de uma plataforma de serviços cognitivos na nuvem (chamada Watson), que extrai conhecimento de dados não estruturados (imagens, vídeos, áudios, informações de redes sociais), interage com humanos em linguagem natural e aprende continuamente a partir dessas interações.

Watson consegue identificar o teor das conversas dos usuários e cruzar essas variáveis em minutos para um diagnóstico mais preciso. Neste projeto especificamente, ele utiliza a aplicação Natural Language Understanding, que compreende a emoção e o sentimento das conversas e gera insights a partir de dados de diversos tipos, como texto, vídeo, imagens. “O índice de Relevância Digital pode ajudar a nortear a empresa do ponto de vista de sua atuação no meio digital em relação a essas três variáveis com base em seus seguidores. Ele também apresenta um comparativo com as empresas do seu setor que também participarem da ação. Portanto, quanto maior o número de participantes, mais relevante fica o resultado”, enfatiza o diretor da Maio, Fred Conte.

Leia também:
“Indicador provocará mudanças”

Novo marketing
- Ter uma boa presença digital - ou presença on-line - pode trazer muitos benefícios para a marca/empresa, como aproximar o seu relacionamento com os clientes, proporcionar uma comunicação mais direcionada, gerar engajamento com a marca e, com isso, criar uma identificação dos valores pessoais e culturais da marca com o seu público. É essa experiência, dirigida por dados, que a Maio se propõe fazer.

A empresa foi aberta há cinco anos por Fred Conte e Daniela Guerra, ex-executivos de grandes organizações. Com formação em publicidade e administração, respectivamente, ambos se especializaram em marketing estratégico e tecnológico. Hoje, grandes marcas, como BDMG, Grupo Ânima, Uniasselvi e FDC são clientes dos serviços automatizados de marketing da Maio. A empresa, segundo a sócia, cresceu neste ano, em faturamento e clientela, cerca de 30% na comparação com 2016.

Pensando nisso, a FDC, em parceria com a IBM, desenvolveu o programa de transformação digital e novos modelos de negócios, com o objetivo de debater os avanços da digitalização dos negócios e os desafios da inovação para uma gestão contemporânea.

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