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20/04/2017

Feira de malhas do Sul de Minas deve negociar R$ 5,5 milhões

"Mães" devem aquecer demanda
Mírian Pinheiro
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Feira contará com 100 expositores das cidades mineiras de Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino, Inconfidentes e Albertina/Antônio Raffaelli
Com expectativa de movimentar cerca de R$ 5,5 milhões em vendas, 10% a mais que a última edição de outono/inverno, a 51ª Feira de Malhas de Tricô do Sul de Minas será realizada no Minascentro, em Belo Horizonte, entre os dias 5 e 14 de maio, das 13 horas às 21 horas.

O evento contará com 100 expositores das cidades mineiras de Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino, Inconfidentes e Albertina, que trazem para Belo Horizonte as coleções de inverno 2017 das principais marcas das regiões. De acordo com o coordenador geral da feira, Antônio Raffaelli, são esperados mais de 70 mil compradores, 12% a mais que a edição anterior, em razão da proximidade do Dia das Mães.

Realizada na Capital, semestralmente, há 21 anos, pela empresa jacutinguense Dynâmica Eventos, a Feira de Malhas de Tricô do Sul de Minas reúne fabricantes dos principais polos de produção de malha de tricô e couro da região Sul do Estado. Atualmente, diz Raffaelli, Jacutinga é responsável por 25% da produção de malhas do Brasil. Além de produtos das cidades mineiras, o evento mostrará ainda produtos do interior de São Paulo e, em menor número, da capital mineira.

Segundo dados da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga (Acija), as malharias do município estão produzindo este ano de 40% a 50% a mais de peças do que em 2016. Ainda segundo dados da Acija, o setor de malhas gera 10 mil empregos diretos e indiretos na cidade. Somente neste período, são mais de 2 mil empregos, além dos 8 mil diretos e indiretos que a cidade gera o ano todo no setor de malhas. A associação ainda estima que apenas a cidade de Jacutinga seja responsável pela produção de cerca de 2 milhões de peças por mês. O município possui atualmente um parque têxtil com aproximadamente 1.200 fábricas e cerca de 600 lojas que atendem atacado e varejo.

Segundo Raffaelli, a produção do vestuário de malhas de tricô é a principal atividade nessas cidades e grande parte dos fabricantes é composta por microempresários - que trabalham em família e revendem a maioria da produção para lojistas, turistas e ‘sacoleiras’ de várias regiões do País. O PIB conjunto das cinco cidades que compõem o Circuito das Malhas foi, em 2010, de acordo com última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de R$ 1,16 bilhão.

A promoção no Minascentro também se destaca pelos bons preços, grande variedade de modelos, qualidade das peças, e a compra direta com a facilidade do crédito informal, que garantem oportunidades ao consumidor. Segundo Raffaelli, a maioria do público, cerca de 80%, é composta por mulheres. O que, na visão dele, sinaliza boas vendas. “O mercado da moda é muito prestigiado pelo público feminino, que, com ou sem crise, não abre mão de comprar peças de estilistas antenados às tendências”, afirma. Para ele, o carro-chefe de vendas são as malharias, embora a feira ofereça uma diversidade de produtos.

Nos estandes, o público encontrará peças em malhas de tricô, em linha e lã, peças em malhas de algodão, modal, casacos de couro, moda íntima, cama/mesa, doces e acessórios. Os ingressos custam R$ 6 e no site www.dynamicaeventos.com.br o passaporte de entrada na feira pode ser impresso gratuitamente.

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