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Economia

13/09/2017

Feira deve gerar R$ 500 milhões em negócios em Santa Rita do Sapucaí

Após três anos, Fivel volta a ser realizada na cidade e terá cerca de 100 lançamentos
Gabriela Pedroso
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Roberto de Souza Pinto destaca que o Vale da Eletrônica enfrentou a crise no País sem fechamento de empresas e desemprego/Mateus Lourenço/Divulgação
Centrais de alarmes monitoradas à distância da palma da mão, laboratório físico de testes com acesso remoto pela internet, tornozeleira eletrônica inviolável, ligações com possibilidade de custo zero via PABX digital e inúmeras opções de gadgets. Inovação é o que não falta em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, que iniciou ontem a 14ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel). Após adiar a edição prevista para o ano passado devido à forte crise econômica que afetou o País nos últimos anos, o evento chega em 2017 com mais de 100 lançamentos e com a expectativa de que sejam gerados em torno de R$ 500 milhões em negócios na região.

No município em que o badalar dos sinos da Igreja Matriz ainda informa sobre o passar do tempo, é a tecnologia quem dita os rumos da economia. Com o intuito de estimular o Arranjo Produtivo Local (APL) e retomar os níveis de crescimento de outrora, o Vale da Eletrônica projeta só para este ano investir o equivalente a R$ 300 milhões em desenvolvimento e lançamento de novos produtos.

A estratégia não é nenhuma novidade para o maior polo de tecnologia eletroeletrônica do País. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, somente dessa forma o setor conseguiu sobreviver às turbulências enfrentadas pela economia brasileira nos últimos três anos.

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“Passamos de 2014 a 2016 por uma megacrise brasileira. E o Vale da Eletrônica tem uma peculiaridade em relação a outros polos porque, nesses três anos, não tivemos desemprego em massa, fechamento de empresas, nem férias coletivas. Superamos tudo isso. E os empresários continuaram investindo, porque Santa Rita (do Sapucaí) tem esse dom de acreditar e não recuou. Só conseguimos segurar essa crise com investimentos e inovação”, destacou o presidente.

Na comparação com a última edição da Fivel, em 2014, a projeção de ganhos com o fechamento de negócios para este ano reduziu significativamente. Há três anos, a estimativa era de um movimento de R$ 800 milhões em acordos e contratos. Roberto Pinto pondera, no entanto, que só a realização da feira em 2017 já deve ser vista como o sinal do início de uma retomada da economia nacional.   

Até o dia 14 de setembro, quando termina a Feira, 66 expositores de diversas áreas como eletroeletrônica, telecomunicações, segurança, radiodifusão, construção civil, defesa, Internet das Coisas (IoT), tecnologias educacionais, entre outras, vão apresentar alguns exemplos das centenas de inovações produzidas no último ano no Vale da Eletrônica. Neste ano, no entanto, além de empresas de Santa Rita do Sapucaí, quem também ganhou espaço nos estandes foram as indústrias de Itajubá, a 42 quilômetros do município.

A novidade, segundo o presidente do Sindvel, faz parte de um projeto maior da entidade. “É uma experiência que estamos fazendo, porque pode ser que a 15ª edição da Fivel seja uma feira regionalizada, que tenha o apoio de outras prefeituras, o que vai contribuir para desenvolver mais a região e fortalecer mais Santa Rita (do Sapucaí)”, revela.

Potencial - Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Junior participou da cerimônia de inauguração da Feira e ressaltou o compromisso da entidade em buscar, junto ao governo do Estado, formas de contribuir para que novos investidores também apostem no potencial de Santa Rita do Sapucaí.

“Qualquer governante que tenha notícia do que acontece aqui, no Vale da Eletrônica, não tenha dúvida de que sabe da importância e do potencial colocado aqui. A nossa missão sempre foi a de apoiar o empresário industrial. Santa Rita virou uma oportunidade internacional”, disse o presidente da Fiemg.

*A repórter viajou a convite do Sindvel

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