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Negócios

26/04/2018

Festivais impulsionam os bares em BH

Estabelecimentos da Capital registram aumento na demanda e investem em melhorias
Juliana Baeta
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Belo Horizonte e região metropolitana contam com 21 mil estabelecimentos de alimentação/Beto Eterovick
Bares e botecos que aumentam em cerca de 50% as suas vendas, praticamente dobram o número de funcionários, se veem obrigados a fazer melhorias estruturais em seus negócios, incrementam o cardápio com novos pratos e ainda atingem a sonhada visibilidade. Estes são alguns efeitos que os festivais culinários pautados pelos tira-gostos e petiscos surtem nos estabelecimentos participantes, durante e depois de suas passagens. Para honrar o título de capital dos bares e botecos, Belo Horizonte não só abriga uma boa safra destes festivais ao longo do ano, como também já importa o modelo para outros estados.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, Belo Horizonte e região metropolitana conta com 21 mil estabelecimentos de alimentação. Os bares e botecos participantes dos festivais têm motivos distintos para se integrar aos eventos, mas todos esperam como resultado o balanço positivo nas vendas ao final do evento. “Alguns estabelecimentos buscam mais divulgação, outros se pautam mais pelo movimento previsto, outros focam mais na parte institucional, mas todos eles aguardam a época destes festivais para lançar pratos novos, rever conceitos, reformular seus negócios. É uma forma de sair da zona de conforto”, analisa.

Um destes festivais é o Botecar, que começou no dia 11 e vai até o dia 30 de abril, e tem como objetivo valorizar os estabelecimentos de administração familiar e que utiliza ingredientes naturais em seus pratos. O tema desta edição, a sua quinta realização, é a Estrada Real. Segundo o coordenador do evento, Antônio Lúcio Martins, a maioria dos donos dos 38 bares e botecos participantes já tem relatado o aumento nas vendas. “Isso faz com que tenhamos que recalcular o crescimento de 40% nas vendas que notamos nos primeiros dias, já que agora, com base no número de visitas e pratos vendidos nos estabelecimentos ao longo do evento, estamos chegando perto de um crescimento de 80%”, explica.

Um dos bares participantes é o tradicional Bartiquim, no Santa Tereza, chefiado por Rômulo Silva, o Bolinha. “Eu tenho o bar há 15 anos e participo do Botecar desde o início. Com a visibilidade alcançada pelo festival, a estrutura e o número de funcionários tiveram que mudar, porque as vendas aumentam. E a gente nota que o evento atrai novos clientes porque muitos deles perguntam onde fica o banheiro. O pico de vendas é durante o evento, quando há um aumento de 50% nas vendas. Mas o movimento se mantém bom também ao longo do ano, até porque muita gente que vem durante o Botecar não consegue experimentar algum prato e acaba voltando depois”, conta.


Rômulo Silva, proprietário do Bartiquim, no Santa Tereza, afirma que o pico de venas pe durante do Botecar

Comida di Buteco chega a sua 19ª edição neste ano

Turismo - Segundo o diretor de Marketing e Promoção Turística da Belotur, Marcos Barreto, a Prefeitura de Belo Horizonte já vê a gastronomia como carro-chefe no turismo.

Só no ano passado, a cidade contou com 82 eventos gastronômicos. “Por isso este é um segmento que nós adotamos como prioridade no turismo. No ano passado, chegamos a pleitear o título da Unesco na Rede de Cidades Criativas da Unesco para o segmento da gastronomia. No ano que vem vamos pleitear novamente, porque acreditamos no potencial da cidade, o que é reforçado pela força dos eventos gastronômicos como os que estão acontecendo agora”, analisa.

EVENTO SE TORNA SALVAÇÃO ECONÔMICA

O bar Já Tô Inno, localizado no Barreiro, estava com as portas quase fechadas em 2014 quando o proprietário Washington Grenfell recebeu o convite para participar do Comida di Buteco. “Neste ano eu já estava pensando em fechar porque na época começava a onda dos espetinhos e o nosso foco era o churrasco a quilo, então o movimento estava diminuindo bastante. Como eu trabalhava sozinho, não tinha condições mais de manter o negócio funcionando. Foi quando recebi o convite do Comida di Buteco para participar e resolvi tentar”.

Coroando a sua estreia com a vitória no concurso em 2014, Grenfell já não tinha mais como fechar o bar. Ao contrário, ele precisou contratar mais funcionários, construir uma cozinha e aumentar o número de mesas para conseguir atender à nova demanda. O sucesso foi se consolidando com o aumento gradativo do movimento nos anos seguintes, potencializado por outras duas vitórias subsequentes, em 2015 e 2016, consagrando o Já Tô Inno como tricampeão do Comida di Buteco.

“Foi uma mudança radical. Logo que a gente entrou no concurso, ganhamos, e aí tive que contratar quatro funcionários. Em 2015 eu precisei contratar ainda mais e, hoje, mantemos o quadro de 13 funcionários. Antes, eram 20 mesas, agora são 33, e de 2014 para cá, o movimento mais que triplicou”, explica Grenfell. Como ocorre com outros bares e botecos participantes, o Já Tô Inno costuma manter os pratos criados para o concurso em seu cardápio, uma forma também de expandir o negócio e oferecer novas opções para os clientes.

Petiscos o ano todo - Além do Botecar e do Comida di Buteco, que ocorrem simultaneamente, BH ainda recebe o evento nacional Brasil Sabor que, na capital mineira, é uma espécie de abertura gastronômica das festas juninas. O evento, que vai de 17 de maio a 3 de junho, conta com vários petiscos juninos que vão ser incorporados ao cardápio oficial do Arraial de Belo Horizonte. No final de ano também acontece o Festival Bar em Bar, do dia 8 a 25 de novembro, com a mesma ideia de apresentar tira-gostos de bares e restaurantes e expandir os negócios destes estabelecimentos.

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