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Prêmio José Costa

10/12/2015

Fiat investe no reaproveitamento de água

Mediante aportes de R$ 4 milhões, montadora inicia a modernização da estação de tratamento
Mara Bianchetti
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Com a inversão, a reutilização do recurso hídrico na unidade de Betim chegará a 99,4%/GM/Divulgação
Teve início no mês passado a mais recente fase de modernização do Complexo de Tratamento de Efluentes Líquidos da planta da Fiat Automóveis S/A em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Criada em 1998 e revitalizada em 2010, a estação de tratamento já permitia a recirculação de cerca de 99% dos recursos hídricos da montadora. Com a nova etapa, que demandou aportes de R$ 4 milhões, o reaproveitamento de água na unidade vai chegar a 99,4%, equivalente a 43 milhões de litros, o suficiente para suprir as necessidades de consumo de cerca de 14 mil pessoas, já nos próximos meses.
 
As informações são do gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da Fiat Chrysler para a América Latina, Cristiano Félix. “Iniciamos esse processo em novembro, o que significa praticamente não usar água potável no processo produtivo, nos permitindo ser uma indústria que usa água potável quase que apenas para o consumo humano”, explica. Quando da implantação do complexo de tratamento, a companhia tinha um índice de recuperação de 92%.
 
Conforme Félix, a racionalização do uso da água é um conceito contínuo na montadora italiana. Mesmo com o reaproveitamento de quase a totalidade dos recursos hídricos, novas ideias dos colaboradores ajudam a aperfeiçoar a gestão. Prova disso é que a Fiat já conseguiu reduzir em 68% o consumo de água na produção de veículos nos últimos anos.
 
Outros - Mas os esforços da companhia não se restringem apenas à questão hídrica. Conforme o gerente, desde 1976, quando foi implantada em Betim, a unidade vivenciou a concepção de diversos projetos, tecnologias e construções que visassem a gestão responsável e a produção sustentável nos próximos anos.
 
“Fomos a primeira montadora a ser certificada, em 1997. A partir daí, oficializamos nosso compromisso com a sustentabilidade na busca de ações junto ao meio ambiente. E, desde então, enxergamos os projetos como algo que agrega valor a nossa sociedade e nos permite ter um grande futuro como organização”, orgulha-se.
 
Outro projeto de destaque da Fiat diz respeito à Ilha Ecológica. Construída em 1994, ela recebe todos os resíduos gerados na fábrica para identificação, triagem e gestão, com foco na destinação e tratamento adequados. Com o projeto, a empresa conseguiu reduzir em 51% o volume de resíduo gerado na produção. Além disso, dentro da própria fábrica já é possível transformar o isopor em plástico, reduzindo 50 vezes o peso do primeiro material. “A cada 50 caminhões que antes saíam da unidade, hoje equivale a apenas um”, exemplifica.
 
E foi justamente esse projeto que fez com que a empresa fosse destaque na última edição do Prêmio José Costa, uma realização do DIÁRIO DO COMÉRCIO em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). A empresa foi agraciada na categoria “Economia Circular”, uma das áreas temáticas de 2015.
 
Preocupação com a destinação dos resíduos

O professor da FDC, Cláudio Boechat, que integrou o comitê avaliador do Prêmio José Costa, explica que, do ponto de vista empresarial, cada vez mais, os agentes estão investindo na destinação de seus resíduos, buscando formas econômicas de otimizá-los. E que a importância desse processo diz respeito a três questões: aumento da produtividade, redução do desperdício e desenvolvimento da economia. “O que se transformaria em lixo ou perda acaba gerando novas atividades com retornos econômicos”, diz.
 
Além disso, Boechat lembra que hoje existe uma legislação brasileira rígida sobre a destinação dos resíduos na área industrial. As normas estabelecem, por exemplo, que quem fabrica determinado produto deve receber de volta a embalagem ou o próprio item depois de utilizados. “Já há no País um grande esforço para cumprir essa legislação e, com isso, novos setores econômicos estão surgindo para atuar na reciclagem. A Fiat é uma das empresas pioneiras nesses esforços”, destaca.
 
A 5ª edição do Prêmio José Costa contou com o patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM); com o copatrocínio do Banco Mercantil do Brasil e apoio da Interface Comunicação e Reciclo Comunicação.
 
 

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