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Economia

21/09/2017

Fiemg apresenta plano para o Alto Paranaíba

Para as ações essenciais apresentadas no projeto são necessários investimentos de R$ 420 milhões
Ana Amélia Hamdan
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Nogueira explica que a região foi subdividida em três áreas em função das disparidades/Jacinto Júnior/Fiemg/Divulgação
Com forte vocação para o agronegócio e produção de bioenergia, as regiões do Alto Paranaíba e Noroeste de Minas buscam ações pontuais, mas fundamentais, para impulsionar seu desenvolvimento. As potencialidades e principais demandas foram traçadas no plano Perspectivas de Desenvolvimento Econômico do Alto Paranaíba e Noroeste Mineiro, desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e divulgado ontem. Para as ações essenciais seriam necessários ao menos R$ 420 milhões. A principal obra a ser realizada é a da ferrovia EF-354, que liga o Norte de Minas a Goiás, promovendo o escoamento da produção agrícola e reduzindo custos da cadeia produtiva.

Gerente de projetos para a indústria da Fiemg, Simone Porto informou que a obra da ferrovia tem capacidade de transformar toda a região nos setores produtivo, agropecuário, industrial e comercial. “Na região estão as maiores plantações de grãos, as maiores fontes de energia limpa do Estado. O que está faltando é ‘explodir’ essa cadeia produtiva”, diz.
Outra obra considerada primordial é a construção de uma ponte sobre o rio São Francisco, na cidade de mesmo nome, ligando as regiões Norte e Noroeste e facilitando o acesso a Brasília. Essa obra foi anunciada anteontem pelo governador Fernando Pimentel (PT) e deverá receber investimento de R$ 105 milhões.

Analista de projetos da Fiemg e responsável pela condução técnica do estudo, Lívia Maria Ferraz da Fonseca ressalta o grande potencial da região para a produção de energia limpa. “Na região há usinas sucroalcooleiras que já produzem a própria energia e têm excedente que pode ser vendido. E, como é região de agronegócio, há grande produção de biomassa. Ainda há energia fotovoltaica, com índice de insolação mais alto se comparado ao restante do Estado. Por fim, há também o gás não convencional, com vários pontos de hidrocarbonetos na região”, diz.

Segundo Lívia Maria, apesar das potencialidades, as regiões do Alto Paranaíba e Noroeste têm o segundo pior PIB do Estado. Ela informa que as diferenças regionais explicam esse resultado: enquanto algumas áreas, como aquelas com agronegócio desenvolvido, puxam o PIB para o alto, outras empurram o indicador para baixo.

Divisão - Presidente da Fiemg Regional Alto Paranaíba, João Batista Nunes Nogueira explica que, devido às disparidades, a região foi subdividida em três áreas: uma mais próxima ao Alto Paranaíba, com forte característica empresarial; a segunda no Noroeste de Minas e com vocação no agronegócio desenvolvido em grandes áreas; e, por fim, a área mais ao norte, batizada de Grande Sertão Veredas, mais carente. “Estamos buscando obras e ações que devem ser priorizadas para garantir o desenvolvimento dessas três regiões do ponto de vista socioeconômico”, resumiu.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, considera que o plano funciona como um GPS. “Você passa a ter um rumo. Estabelecendo as prioridades, podemos chegar às autoridades e negociar”, disse.

Com o lançamento do estudo, o próximo passo é a formação de grupos que possam defender seus pleitos. O objetivo é que a execução das obras e ações prioritárias seja feita em conjunto pelo poder público, terceiro setor e empresariado.

A Fiemg Regional Alto Paranaíba reúne 43 municípios localizados no Alto Paranaíba e no Noroeste, que juntos respondem por 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Na região há 2.650 estabelecimentos industriais – também 4% do total do Estado. Desse total, 17 são de grande porte e empregam cerca de 35% da mão de obra da região.

Prefeito de Guarda-Mor e presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Noroeste de Minas, Edgar José de Lima afirma que “se for feito o básico”, os administradores municipais da região já ficarão satisfeito. Entre as demandas de prefeitos ele cita o asfaltamento de rodovias e investimentos em subestações e energia elétrica.

Presente no lançamento do plano da Fiemg, o superintendente da Secretaria Extraordinária de Estado de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais, Fernando Avelar, informou que o governo estadual é importante parceiro na execução de propostas presentes no diagnóstico realizado pela Fiemg. Ele disse que em breve o Estado vai retomar o modelo de parceria público-privado (PPP), que pode ser utilizado nesse caso, viabilizando economicamente alguns projetos.

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