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15/11/2017

Fiorella Gelato planeja mais duas lojas em BH

Daniela Maciel
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O calorão da primavera, que ultrapassa os 30 graus Celsius em Belo Horizonte, tem animado os donos da Fiorella Gelato, que completa um ano em novembro. Os amigos passaram um ano estudando o mercado mineiro e realizando cursos para aprender as técnicas de fabricação do legítimo gelato italiano.

Após desenvolver mais de 80 sabores e apostar em receitas próprias e o gelato no palito, a marca já planeja a abertura de mais duas unidades também na região Centro-Sul para o ano que vem e a entrada no mercado de franchising logo depois.

De acordo com uma das sócias e responsável pela produção, Ananda Domingos, o investimento inicial de R$ 1 milhão, que ainda está sendo realizado na forma de ampliação da capacidade produtiva e reforma do espaço físico, deve ser recuperado entre 24 e 36 meses. “Queríamos ter um negócio próprio e fomos buscar conhecimento para isso. Pensamos, inclusive, em optar por uma franquia, mas queríamos mais autonomia. Já estamos vendendo praticamente o dobro do que vendíamos quando inauguramos. Naquela época não éramos conhecidos. Agora pretendemos entrar no mercado de eventos, fornecendo para festas, encontros sociais e corporativos e também para supermercados”, revela. A empresa gera 10 empregos.

Além dos sabores tradicionais, a aposta da casa é nos sabores típicos mineiros: Romeu e Julieta - com queijo Canastra e goiabada cascão - e Doce de Leite, campeões de vendas. As frutas típicas também fazem sucesso: jabuticaba e manga ubá, por exemplo, têm saída certa, porém exigem uma logística própria de produção.

“Essas são frutas que temos dificuldade de encontrar no mercado e armazenar. Elas só dão dentro de uma determinada estação e, normalmente, cultivadas por pequenos produtores. Então temos que viajar para buscar e trazer com muito cuidado porque são frutas delicadas. Isso faz com que o custo suba, mas, mesmo assim, vale a pena porque são sabores que nossos clientes procuram e a novidade é importante dentro da nossa estratégia”, explica a empresária.

Ainda na linha de desenvolvimento de novos produtos, a Fiorella já oferece gelatos diet e começa a desenvolver outros itens para dietas restritivas como zero lactose e zero glúten. Para isso é importante redobrar a atenção durante o processo de fabricação dos gelatos. “Essa é uma exigência cada vez maior do público, porém, é preciso muito cuidado na manipulação e armazenamento dos ingredientes. A contaminação cruzada pelo uso de equipamentos e utensílios e até pela forma de armazenagem é um risco que precisa ser muito bem controlado”, destaca.

O crescimento da Fiorella está dentro de um mercado promissor e ainda pouco desenvolvido no Brasil. Considerado alimento nutritivo em muitos países, especialmente nos europeus, sorvete e gelato são vistos como sobremesas e por isso têm um baixo consumo per capta no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis) foram consumidos mais de 1 bilhão de litros de sorvetes e o consumo per capita foi de 4,86 litros/ano em 2016, com faturamento do setor acima de R$ 12 bilhões. A Nova Zelândia é o maior consumidor mundial do produto, com índice de 28,3 litros/habitante/ano, seguida pelos EUA (20,8), Austrália (18,1), Finlândia (14,3) e Suécia (14,3).

No Brasil, a produção do sorvete de massa atingiu a marca de 675 milhões de litros em 2016, 195 mi/l de picolés e 133 mi/l de soft. Este segmento conta com 8 mil empresas, sendo que 92% se enquadram entre micro e pequenas, gerando 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos.

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