Publicidade
23/04/2018
Login
Entrar

Finanças

11/11/2017

Fitch reafirma rating do País e mantém perspectiva negativa

Agência destacou fraquezas estruturais nas finanças públicas do Brasil
AE
Email
A-   A+
Agência internacional estima que a dívida do governo geral vai atingir 76% do Produto Interno Bruto no final deste ano/Divulgação
São Paulo - A agência de classificação de risco Fitch reafirmou na sexta-feira o rating BB do Brasil, com perspectiva negativa. Segundo ela, o rating do País é contido por fraquezas estruturais em suas finanças públicas e por seu alto nível de endividamento, por perspectivas de crescimento fracas e por indicadores de governanças mais fracos em comparação com seus pares.

A Fitch cita ainda “o recente período de instabilidade política”, que pesa negativamente sobre a tomada de decisões. “Essas fraquezas são contrabalançadas pela diversidade econômica e pelas instituições civis consolidadas, com sua renda per capita maior que a da mediana dos BB”, diz a agência. Na avaliação da Fitch, a capacidade do Brasil de absorver choques é apoiada por uma taxa de câmbio flexível, pela posição de reservas internacionais “robustas”, por uma forte posição de credor externo soberano e por mercados de dívida dos governos domésticos desenvolvidos e enraizados. “Uma melhora no ambiente político, a redução de desequilíbrios externos e a aprovação de algumas microrreformas nos últimos meses apoiam o perfil de crédito”, considera a agência.

De acordo com a Fitch, a perspectiva negativa reflete as continuadas incertezas em relação à força e à sustentabilidade da recuperação econômica do Brasil, as perspectivas de médio prazo para a estabilização da dívida, diante dos grandes déficits fiscais, e o progresso na agenda legislativa, “especialmente relacionada à reforma na Previdência Social”. Para a agência, um ambiente político “desafiador” continua a impedir o progresso na reforma da Previdência, “que é importante para a viabilidade e a credibilidade de médio prazo do teto de gastos”. A Fitch diz ainda que o ciclo eleitoral de 2018 poderia também prejudicar o progresso das reformas e pesar sobre a recuperação econômica.

A Fitch espera uma retomada cíclica “moderada” no Brasil, com crescimento acelerando de 0,6% em 2017 para em média 2,6% entre 2018 e 2019, com recuperação no consumo, apoiada pela inflação mais baixa, que impulsiona os salários reais, pela estabilização da taxa de desemprego e da desalavancagem das famílias, o que abre espaço para maior crescimento e crédito ao consumidor. “Uma recuperação no investimento também é antecipada para 2018 e 2019”, afirma ela. “Os riscos de baixa para o crescimento poderiam vir de incertezas subjacentes políticas, fiscais e nas reformas”, sustenta a agência.

Dívida - A Fitch aponta que a dívida do governo do Brasil deve continuar a crescer. Segundo a agência, a dívida do governo geral do País deve atingir 76% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim deste ano, quando a mediana dos países com ratings BB é de cerca de 45%, e avançar para perto de 80% em 2018, “o que erode o espaço fiscal para enfrentar choques futuros”.

A agência vê o ambiente político brasileiro como “desafiador”. Segundo ela, as alegações de corrupção contra o presidente Michel Temer “parecem ter erodido o capital político e o apoio dele no Congresso, o que torna a aprovação da reforma previdenciária mais difícil”. Com isso, há incerteza sobre que tipo de reforma pode passar, especialmente porque a janela de oportunidade para avançar no assunto diminui, graças ao ciclo eleitoral, sustenta a agência.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/04/2018
Sem sobra de receita, estados não investem
No 1º bimestre deste ano, governos estaduais gastaram mais com despesas de pessoal e encargos sociais
21/04/2018
Puxadas pelo telefone fixo, despesas com Comunicação são únicas a retrair
Rio de Janeiro - Apenas um entre nove grupos registrou redução de preços no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de abril, segundo o...
21/04/2018
Consumidor espera média de 5% para 12 meses
Rio de Janeiro - A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5% em abril, ante 5,3% em março, informou na sexta-feira (20) a...
21/04/2018
Pregão com giro financeiro fraco leva principal índice de ações da B3 a queda
O principal índice de ações da B3 fechou em queda na sexta-feira (20), em pregão marcado por um giro financeiro mais fraco, com o viés negativo de Wall Street...
20/04/2018
Projeto do PIS/Cofins deve sair em maio
Governo prepara medidas de simplificação do sistema de cobrança de impostos, incluindo o ICMS
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


20 de abril de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.