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Economia

11/01/2017

Fluxo de pedágio acumula queda de 3,6%

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Fluxo de veículos leves registrou recuo de 2,8% em 2016, ao passo que os pesados diminuíram 6%, segundo a pesquisa/Christyam de Lima/Divulgação
São Paulo - O fluxo total de veículos nas estradas pedagiadas do Brasil acumulou queda de 3,6% em 2016, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada. O fluxo de veículos leves recuou 2,8% no ano passado, enquanto o de pesados baixou 6%.

Em dezembro, o fluxo total avançou 1% ante novembro, na série com ajuste sazonal. O fluxo de veículos leves aumentou 0,7%, enquanto o de pesados subiu 4,8%. Já na comparação com dezembro de 2015, o fluxo total caiu 1,7%, com retração de 1,3% nos leves e de 3,5% nos pesados.

“O menor desempenho do fluxo de veículos leves ao longo de 2016 está associado à intensificação do processo de deterioração do mercado de trabalho”, afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria. “Por sua vez, o fluxo de veículos pesados fecha o segundo ano consecutivo de retração do indicador Isso está ligado à perda de dinamismo da produção industrial”, ressalta.

Segundo as projeções de Bacciotti, o cenário prospectivo de lenta recuperação da atividade e do mercado de trabalho deve seguir limitando o desempenho do fluxo de veículos leves nas primeiras apurações de 2017, embora haja uma perspectiva favorável para o ano, em compasso com o cenário de estabilização da economia.

Já no âmbito dos veículos pesados, ele destaca que apesar do dinamismo industrial limitado no curto prazo, espera-se que a estabilização macroeconômica - com a consequente redução dos juros - melhore a percepção de riscos e ajude na retomada da confiança, induzindo uma moderada recuperação.

Estados - A pesquisa da ABCR divulgou também os resultados individuais de três estados. No Paraná, por exemplo, o fluxo total de veículos nas estradas encolheu 2,4% em 2016, com queda de 1,9% nos leves e 3,1% nos pesados. Já no Rio de Janeiro o ano fechou com baixa de 3,4% (sendo -2,2% nos leves e -9,4% nos pesados). E em São Paulo a contração total foi de 3,7% (-2,9% nos leves e -6,2% nos pesados). (AE)

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