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Internacional

11/10/2017

FMI eleva a previsão de crescimento do Brasil de 0,3% a 0,7%

Em 2018, expectativa é de que PIB chegue a 1,5%
AE
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FMI avalia também que a inflação no Brasil está baixando mais rápido do que o previsto/Cliff Owen/MF Photograph/Divulgação
Washington - O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para o Brasil de 2017, de 0,3%, feita em julho, para 0,7%, um dos maiores aumentos feitos pela instituição nas projeções macroeconômicas para diversas nações nos últimos três meses. O FMI também subiu a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do País para 2018, de 1,3% para 1,5%

Os indicadores foram divulgados no documento Perspectiva Econômica Mundial, cujo título é “Buscando crescimento sustentável: recuperação de curto prazo, desafios de longo prazo”.
Em abril, o relatório projetou uma expansão do PIB de 0,2% para 2017 e um incremento de 1,7% para o próximo ano. Contudo, em julho o Fundo reduziu a previsão relativa a 2018 para 1,3%.

Na avaliação do FMI, o Brasil está em processo de recuperação de uma das mais profundas recessões enfrentadas pelo País e estima que no quarto trimestre deste ano o Produto Interno Bruto apresentará uma alta de 1,9% em termos anualizados, ante o mesmo trimestre de 2016, superior ao 1,5% previstos em julho.

Para o período entre outubro e dezembro de 2018, o PIB deve avançar 1,8% em comparação com os mesmos três meses de 2017, também na mesma base de comparação anualizada, pouco acima da estimativa de 1,7% feita há três meses.

“No Brasil, forte desempenho das exportações e redução do ritmo de contração da demanda doméstica permitiram à economia retornar o crescimento no primeiro trimestre de 2017, depois de oito trimestres de declínio”, apontou o FMI. “A gradual recuperação de confiança - com a implementação ao longo do tempo de reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal - é projetada para elevar o crescimento para 2% no médio prazo.”

De acordo com o FMI, a inflação no Brasil está baixando mais rápido do que o previsto pela instituição em abril, devido a efeitos mais fortes provocados pelo hiato do produto, apreciação da moeda e favoráveis choques de ofertas de alimentos que reduziram os preços de tais mercadorias. O FMI projeta que o IPCA deverá subir 3,7% em 2017, abaixo dos 4,4% previstos há seis meses. Tal redução da estimativa está sendo influenciada pelo “alto excesso de capacidade na economia depois de dois anos de recessão.”

Para 2018, o Fundo Monetário Internacional também diminuiu sua estimativa para a inflação, pois prevê agora uma alta de 4%, inferior aos 4,3% divulgados no documento Perspectiva Econômica Mundial de abril. Segundo a instituição, a desinflação tem sido mais rápida do que o esperado no Brasil, o que também ocorreu na Índia e Rússia, e permitiu que o Banco Central adotasse um ciclo de redução de juros.

Quanto ao déficit de transações correntes, o FMI elevou levemente suas projeções para este ano e para o próximo. Tal resultado negativo das contas internacionais do País, como proporção do PIB, subiu de 1,3% para 1,4% em 2017. E para 2018, o número aumentou de 1,7% para 1,8%.

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Fiscal - O FMI ressalta que reformas fiscais, sobretudo a da Previdência Social, são essenciais para o bom desempenho do nível de atividade no longo prazo. “No Brasil, atacar despesas insustentáveis, através inclusive da reforma da Previdência Social, tem importância de primeira ordem para restaurar nível de confiança mais forte e promover expansão sustentável de investimentos privados”, destaca. “Para uma recuperação da economia mais rápida do que o esperado, mais ajustes fiscais antes do previsto pelo Orçamento poderiam ser justificados.”

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, os esforços do Poder Executivo para tornar projetos de infraestrutura mais atraentes para o setor privado, com “melhora de padrões de governança e desenho de programas”, podem ajudar a aliviar gargalos relevantes de oferta e atender a elevação recente da demanda.

O FMI destacou que vários países emergentes têm espaço para melhorar o clima de negócios e investimentos e citou o Brasil entre eles. “Ações decisivas para fortalecer a governança e o Estado de Direito ajudariam a controlar a corrupção, intensificando a confiança empresarial e oferecendo um reforço em investimentos para alguns países (por exemplo, Brasil, México, Peru).”

O Fundo também aponta que Brasil, China e Índia podem elevar a produtividade da economia, “com a redução de tarifas e barreiras não tarifárias do comércio internacional”.

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