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DC Inovação

16/05/2017

Fomentar inovação é aposta da MRV, Localiza e Intermedium

Investimento conjunto no projeto é de R$ 3 milhões
Thaíne Belissa
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A ideia é fazer do espaço um grande centro de gravidade, afirma Guilherme Ximenes/Divulgação
Em uma das principais vias de Belo Horizonte, no caminho para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e para o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, um novo espaço para interação de startups está surgindo. Iniciativa do Banco Intermedium em parceria com a MRV e a Localiza, o Órbi será um ponto físico para conexão das empresas inovadoras que formam a comunidade San Pedro Valley. O empreendimento conta com um investimento de R$ 3 milhões e a expectativa é de que a inauguração aconteça em julho.

O executivo de tecnologia do Banco Intermedium, Guilherme Ximenes, explica que a iniciativa é sem fins lucrativos e visa fomentar o ecossistema de inovação, que já é forte na capital mineira. “Há bastante tempo, nos aproximamos das startups em Belo Horizonte e estabelecemos uma relação de parceria com elas. Desde então, temos pensado em intensificar essa relação por meio de um espaço físico, onde as startups troquem informações entre elas e também façam contato com grandes empresas”, afirma. Segundo ele, o espaço será uma rica fonte de ideias e soluções para o próprio banco, que passará a levar suas demandas e problemas para os empreendedores.

O nome Órbi é inspirado em órbita e a ideia é fazer do espaço um grande centro de gravidade, onde startups, investidores, instituições de educação e grandes empresas orbitam lado a lado. O executivo explica que o local escolhido para construir o espaço foi estratégico: além de ser uma das principais vias da cidade, a avenida Antônio Carlos fica próxima à UFMG, aeroporto da Pampulha e estações do Move, o que facilita o transporte dos próprios empreendedores e de seus colaboradores. Segundo Ximenes, a área construída será inicialmente de 1.200 metros quadrados, mas o espaço ainda tem mais 1.000 metros quadrados reservados para futuras expansões.

De acordo com o executivo, o modelo de apoio que será oferecido pelo Órbi ainda não está fechado, mas ele explica que é uma mistura de aceleração, incubação e coworking. “Vamos oferecer um apoio aos moldes de aceleração, mas não queremos ser vistos como aceleradora ou incubadora. Somos um espaço de conexão”, frisa.

Segundo ele, a expectativa é abrigar, inicialmente, entre 20 e 30 startups, que serão residentes do Órbi. O apoio será direcionado a empresas que estão em polos opostos de estágio: as nascentes e as maduras. A estratégia, segundo Ximenes, é levar a experiência das empresas em níveis mais avançados às que estão começando, encurtando o espaço entre a ideia inovadora e a criação de um produto relevante para o mercado. “Queremos ajudar o ecossistema e diminuir índice de mortalidade das empresas”, completa.

O executivo afirma que um dos principais diferenciais do Órbi é a criação de um formato de consultoria em competências que são padrão em toda empresa, como marketing, jurídico e financeiro. “Às vezes os empreendedores têm produtos muito bons, mas vão perdendo energia, tentando entender processos burocráticos de gestão. Vamos criar uma esteira de produção na formação de competências que são comuns aos negócios. A ideia é tornar esse produto uma commodity, facilitando a capacitação dessas empresas e liberando-as para se concentrarem em seu negócio mais rápido”, diz.

Os gestores do projeto ainda estão estudando se haverá a exigência de uma contrapartida das startups aceleradas no Órbi. O executivo também não abre mais informações sobre o processo de seleção, mas adianta que os residentes contarão com “companheiros de peso”, que são as startups-âncoras que terão presença certa no espaço. Entre elas estão a Méliuz, a Sympla e a Max Milhas. “São startups robustas, que já faturam milhões e que trilharam aquele tradicional caminho de começar com três pessoas na garagem e se transformar em uma empresa sólida com dezenas de funcionários”, afirma.

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