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DC Turismo

30/12/2016

Fomento a parques estaduais alavancará o turismo no interior de Minas Gerais

Plano de ação traçará estratégias que permitam que espaços se consolidem como indutores de desenvolvimento
Daniela Maciel
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Serra do Cruz é localizada no complexo da Mantiqueira, entre Lima Duarte, Bom Jardim de Minas e Olaria/Divulgação
Dono de um inestimável patrimônio natural, formado por três biomas - Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga -, Minas Gerais tem nos parques estaduais não só uma riqueza ambiental, como um conjunto de atrativos turísticos incomparável. Visitar as unidades, porém, nem sempre é tarefa fácil. A falta de acesso e de estrutura interna para o atendimento desanima parte dos turistas.

Conciliar, porém, visitação e preservação exige esforço conjunto dos órgãos responsáveis pelas duas esferas, comunidades, circuitos turísticos, gestão dos parques e trade turístico. Em busca da solução para essa equação, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Secretaria de Turismo (Setur) estabeleceram um plano de ação conjunto que propõe a divulgação dos parques abertos à visitação pública e o estabelecimento de um diálogo constante entre as duas instâncias.

De acordo com o diretor-geral do IEF, João Paulo Sarmento, o objetivo principal é compreender e traçar estratégias que permitam que os parques se consolidem como indutores de um turismo responsável, capaz de contribuir para a preservação do patrimônio natural.

“Temos parques com belezas cênicas incomparáveis e é um egoísmo não deixar que as pessoas os conheçam. Temos que integrar preservação e turismo. As pessoas só cuidam daquilo que conhecem e amam. O turismo ecológico é crescente em todo o mundo. A África do Sul vive disso, a Costa Rica também. Temos aqui um potencial inexplorado”, explica Sarmento. Em janeiro, estão abertos para visitação:

- Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, na Zona da Mata. O parque fica no extremo norte da Serra da Mantiqueira, nos municípios de Araponga, Fervedouro, Miradouro, Ervália, Sericita, Pedra Bonita, Muriaé e Divino;

- Parque Estadual do Rio Preto, no município de São Gonçalo do Rio Preto, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri;

- Parque Estadual do Rio Doce, no Vale do Aço, inserido nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo;

- Parque Estadual de Nova Baden, no município de Lambari, na região Sul do Estado;

- Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata, nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca;

- Parque Estadual do Itacolomi, nos municípios de Mariana e Ouro Preto, na região Central;

- Parque Estadual Mata do Limoeiro, na Serra do Espinhaço. Está situada no distrito de Ipoema, no município de Itabira;

- Parque Estadual do Sumidouro, nos municípios de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que tem entre os atrativos a famosa Gruta da Lapinha e o Museu Peter Lund;

- Monumento Natural Estadual Peter Lund/Gruta do Maquiné, em Cordisburgo, na região Central.


Parque Estadual do Rio Doce





Leia também: Circuito Serras de Ibitipoca é caso de sucesso

A articulação é a principal ferramenta da nova política de inserção dos parques como indutores turísticos. Em tempos de arrocho econômico e contingenciamento das verbas do Estado, evitar ações sobrepostas é fundamental para uso mais racional dos recursos públicos e maximização dos resultados. A busca por outros financiamentos públicos ou particulares, inclusive fora do Brasil, podem ser facilitadas a partir dessa nova política.

“Podemos, com muito pouco, fazer muita coisa. Sem conversar aconteciam ações paralelas que não alcançavam o melhor resultado pois tinham um alcance curto. Juntos podemos otimizar os recursos que, certamente, são escassos. Para isso contamos com os circuitos turísticos. Eles são o braço que conversa diretamente com o trade e com a população”, destaca o diretor-geral do IEF.


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