23/07/2018
Login
Entrar




Economia

12/01/2018

Forno de Minas quer cancelar registro de companhia aberta na CVM

Saída da B3 também foi anunciada
Leonardo Francia
Email
A-   A+
Criada nos anos 90 como empresa familiar, a Forno de Minas se organizou há dois anos para eventual IPO, o que agora é descartado/Divulgação
A Forno de Minas pedirá o cancelamento do seu registro de companhia aberta perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o fechamento do seu capital. A fabricante de alimentos congelados, sediada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), também sairá da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). O fechamento do capital acontecerá pouco mais de dois anos após a empresa fazer seu registro de companhia aberta na CVM e começar a se organizar para realizar uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da ordem de R$ 150 milhões.

A Forno de Minas não se pronunciou sobre o assunto, mas, em fato relevante divulgado ao mercado, ontem, a companhia afirmou que a totalidade dos seus acionistas aprovou, em assembleia extraordinária, o cancelamento do registro na CVM, o fechamento do capital da empresa e a retirada de ações de sua emissão da B3, onde estava listada no segmento Bovespa Mais.

A Forno de Minas encaminhou o registro de companhia de capital aberto à CVM em agosto de 2015, o que abriria as portas para a empresa fazer um IPO ou outra operação no mercado de capitais. Normalmente, as empresas partem para a abertura de capital como uma estratégia de captar recursos sem ter que pagar os juros elevados cobrados pelos bancos, além do negócio ganhar visibilidade.

A Forno de Minas chegou a arquitetar uma oferta pública de ações e, inclusive, rumores de mercado davam conta de que a empresa estaria pronta para realizar seu IPO. Na época, uma fonte que preferiu não se identificar, afirmou ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que a operação deveria levantar R$ 150 milhões, teria como operador o Credit Suisse e a opção de busca de recursos de terceiros também poderia contar com a participação de uma linha de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A operação não se confirmou, mas os motivos ainda não foram esclarecidos. De acordo com informações passadas pela Forno de Minas à B3 e à CVM, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 18,5 milhões de janeiro a setembro de 2017 contra um lucro líquido de R$ 19,6 milhões nos mesmos meses de 2016.

Conforme a empresa explicou em relatório de desempenho financeiro, que consta no site da CVM, o prejuízo apurado de janeiro a setembro de 2017 é decorrente do aumento de 17,8% nas despesas com vendas, da alta de 7,3% nas despesas gerais e administrativas e do salto de 1.607% nas despesas operacionais líquidas, na comparação com os mesmos meses de 2016. Este aumento é resultado, especialmente, de uma questão tributária sobre o pão de queijo cru congelado de 2012 a novembro de 2015.

Trajetória - A Forno de Minas foi fundada na década de 1990. A empresa familiar foi pioneira na produção de pão de queijo congelado. Durante nove anos, o negócio cresceu tanto que, em 1999, surgiu a oportunidade de vender a marca para uma gigante internacional: a multinacional Pillburry, que em seguida foi comprada pela General Mills.

A empresa ficou sob o comando da multinacional durante dez anos, até que, em 2009, a família recomprou o negócio. Desde então, a Forno de Minas vinha adotando uma série de ações agressivas como forma de retomar e ampliar cada vez mais seu mercado e ampliar sua participação no segmento.

Prova disso é que, em 2010, a companhia vendeu 30% de seu capital para o fundo de private equity Mercatto Alimentos. Dessa forma, a empresa se transformou em sociedade anônima (S/A) de capital fechado e, em 2013, a Bozano Investimentos comprou a Mercatto e se tornou sócia da Forno de Minas.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/07/2018
Renovação da concessão da EFVM pode ser resolvida na Justiça
Estados de Minas e ES discordam do investimento da ferrovia fora da área de atuação
21/07/2018
Pessimismo aumenta na indústria mineira
Em julho, índice que mede a confiança do setor no Estado voltou a recuar e fechou em 47,1 pontos
21/07/2018
Minas mantém sequência de superávit
Em junho, saldo foi positivo em 12.143 postos de trabalho, somando 91.506 no semestre e 45.995 em 12 meses
21/07/2018
Brasil fecha 661 vagas com carteira assinada
Brasília - O Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 vagas de emprego com carteira assinada, de acordo com o saldo entre contratações e...
21/07/2018
Governo quer leilão da Eletrobras até agosto
Perspectiva de encerrar processo até o fim do próximo mês tentará evitar liquidação de distribuidoras
› últimas notícias
Exportações de soja devem ser recorde no próximo ano
Renovação da concessão da EFVM pode ser resolvida na Justiça
Pessimismo aumenta na indústria mineira
Minas mantém sequência de superávit
Brasil fecha 661 vagas com carteira assinada
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


21 de julho de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.