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12/01/2018

Franchising faturou R$ 163 bilhões em 2017

Projeção do setor para 2018 é de ampliar a receita entre 9% e 10% sobre 2017, somando R$ 179 bi
Daniela Maciel
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Segmentos ligados ao consumo puxaram o avanço do franchising no Brasil, como alimentação, com expansão de 34%/Divulgação
Apesar da dura realidade enfrentada pela economia brasileira, o franchising se mostrou um setor resiliente e obteve resultados melhores do que a média dos setores produtivos nacionais. Essa é a opinião do presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Altino Cristofoletti Junior, após divulgação (ontem) do balanço preliminar dos resultados do setor em 2017 e perspectivas para 2018.

Os dados do levantamento indicam que a receita do setor no ano passado deve crescer 8% em relação a 2016, saltando de R$ 151,2 bilhões para cerca de R$ 163 bilhões. A atividade tem cerca de 1,2 milhão de empregados formalizados e mais de 145 mil unidades - crescimento de 1,7% na mesma base de comparação - espalhadas por quase metade dos municípios brasileiros. A projeção para 2018 é de ampliar o faturamento entre 9% e 10%, sobre 2017.

“Os sinais de melhora na economia brasileira, especialmente a leve recuperação da renda e consumo, refletiram no setor de franquias ao longo de 2017. Em um ano de tanta dificuldade ter mantido o nível de emprego formal foi muito importante e continuar crescendo em número de unidades também demonstra a força e maturidade do mercado”, analisa Cristofoletti Junior.

Já o número de franqueadoras caiu de 3.039, em 2016, para 2,8 mil, uma queda de 7,9%. Cada marca tem, em média, 50 unidades. Ainda assim, o Brasil permanece em quarto lugar no ranking mundial no número de unidades e sexto em número de franqueadoras. Em mercados mais maduros como Estados Unidos e Japão a média de unidades por marca é de 200. Isso demonstra que o mercado interno tem muito a se desenvolver.

“Essa é uma acomodação natural de acordo com o nível de amadurecimento do nosso mercado. O que percebemos agora são franqueados mais estruturados que começam a ter mais de uma unidade. O bom resultado do setor é sustentado em alguns pilares como: diversificação de canais, modelo e pontos. De simples canal de distribuição o franchising se tornou um sistema. A presença do franchising por tipos diferentes de estabelecimentos como hotéis, hospitais e escolas. A interiorização, indo para cidades cada vez menores e fortalecendo a presença em cidades importantes fora das capitais. E, por fim, a estruturação dos franqueados com multiunidades”, analisa o gestor.



Perspectiva - Para 2018, a perspectiva é que o setor volte a crescer dois dígitos - projeções
entre 9% e 10% - com o reaquecimento da economia. O número de redes deve permanecer estável e de empregos ampliar 3% em relação a 2017. “Entendemos que a economia, ainda que moderadamente, está voltando a crescer e que isso deve animar os investidores. Os índices de confiança do consumidor e dos empresários apontam esse caminho. Mesmo com alguns eventos importantes durante o ano - o principal deles as eleições - não devem ter tanto peso já que a economia está se descolando da questão política”, avalia Cristofoletti Junior.

Além do balanço preliminar dos resultados do setor em 2017 e perspectivas para 2018, outros dois estudos foram apresentados: Primeira Pesquisa de Inovação nas Franquias Brasileiras, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) e Confederação Nacional de Serviços (CNS); e segunda edição do estudo das 50 maiores redes de franquias no Brasil.

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