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Negócios

16/05/2018

Franqueado da 5àsec na Capital usa o intraempreendedorismo para fugir da crise

Daniela Maciel
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Intraempreendedorismo ou empreendedorismo interno diz respeito à capacidade de inovar e/ou ser empreendedor dentro dos limites de uma organização já estabelecida. No franchising, sistema caracterizado pela transferência de conhecimento e pelo estabelecimento de padrões, a ação é bem-vinda e sinal de uma relação madura entre franqueador e franqueados.

Em Belo Horizonte, o empresário André Bernardes de Castro tem duas unidades da lavanderia 5àsec, uma na região Centro-Sul e outra na Pampulha. Ao ver os negócios minguarem diante da crise econômica atravessada pelo País, não teve medo de buscar novos parceiros. Encontrou nos hotéis uma demanda reprimida.

“Com a crise os clientes sumiram e eu não podia ficar esperando sentado. Comecei a pensar em quais empresas poderiam precisar de serviços de lavanderia. Os hotéis são um grande nicho. Além das peças que precisam ser lavadas, por lá passam muitos hóspedes que também precisam do serviço de modo particular”, relembra Castro.

A tarefa de conquistar esses novos clientes, mineiramente conservadores, não foi fácil. No início de 2017 eram apenas dois hotéis. Atualmente já são 20 e o empresário se orgulha de dizer que nunca perdeu um contrato realizado. Além dos enxovais, ele prospectou outras oportunidades dentro das unidades hoteleiras, como a lavagem de uniformes, por exemplo. O valor da marca 5àsec também contou durante as negociações.

“Essa experiência mostrou também o poder da marca. Além da expertise, a franqueadora nos cede a sua credibilidade. Ao mostrar o tamanho e os diferenciais da 5àsec eu ganhava respeito nas negociações”, destaca o franqueado.

Do lado da franqueadora, iniciativas como a de Castro são incentivadas. Segundo o diretor de franquias da 5àsec, Alex Quezada, a transferência de conhecimento acontece nos dois sentidos. O franqueado é o especialista que está na ponta do atendimento. É ele que conhece as necessidades locais e pode apontar inovações necessárias ainda pouco percebidas pela franqueadora.

“A história do André mostra que a crise pode gerar oportunidades. O nosso papel em casos com o dele é receber a ideia, verificar o grau de replicabilidade e fazer os ajustes necessários, se for o caso. As ideias também passam pelos comitês de inovação e pelo Conselho de Franqueados. É preciso lembrar, também, que uma franquia trabalha em cima de padrões, então as ideias têm que ser colocadas em prática depois de estudas sob pena de descaracterização da marca e da qualidade do serviço prestado ao consumidor”, alerta Quezada.

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