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Agronegócio

12/08/2017

Frio diminui oferta na Ceasa Minas

Em julho volume foi de 170 mil toneladas, com movimento de R$ 367 milhões
Michelle Valverde
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A queda na oferta do quiabo chegou a 14,2%, gerando aumento de preço de 79,8% com o quilo negociado R$ 4,10/Danilo Cal Jatobá
A oferta de produtos na Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas), unidade Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), alcançou 170 mil toneladas em julho, movimentando R$ 367 milhões. O volume ofertado ficou igual ao registrado em junho, mas, em relação a igual mês de 2016, foi verificada retração de 1,8%.

A queda se deve ao clima mais frio, que interfere no desenvolvimento de alguns produtos.
Na comparação com o mês anterior, o preço médio geral por quilo apresentou alta de 4,3% e encerrou cotado em R$ 2,16. O faturamento mensal, R$ 367 milhões, cresceu 3,9%, quando comparado aos R$ 353 milhões movimentados em junho.

No grupo de hortigranjeiros, que respondeu por 70% de toda a oferta na Ceasa Minas em julho, foram comercializadas 119,6 mil toneladas de produtos. A oferta ficou 1,4% menor quando comparado com junho. Em relação ao preço médio, foi verificado aumento de 8,9%, com o quilo negociado a R$ 1,84.

“Houve uma redução pequena na oferta do grupo dos hortigranjeiros, na ordem de 1,4%. Esta queda foi influenciada pelo clima frio. Normalmente alguns grupos de produtos sofrem com as temperaturas mais baixas, como a abobrinha e a berinjela, por exemplo. Com o tempo frio, o desenvolvimento destes produtos se torna mais lento, o que prejudica a oferta”, explicou o chefe da Seção de Informação de Mercado da Ceasa Minas, Ricardo Martins.

Importante componente do grupo de hortigranjeiros, as hortaliças mantiveram a oferta estável. Ao longo de julho, foram disponibilizadas 64,9 mil toneladas de produtos. O preço médio praticado foi de R$ 1,67 por quilo, valor que ficou 16,8% superior ao registrado em junho. Na comparação com julho do ano anterior, os preços recuaram 15,7%. Os itens ofertados foram produzidos em 254 municípios com destaque para Cristalina (Goiás), Carandaí, no Vale do Rio doce, e Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba.

Dentre os produtos, o quiabo apresentou queda de 14,2% na oferta, fazendo com que o preço médio crescesse 79,8%, com o quilo negociado a R$ 4,10. Alta também no tomate, cujo preço subiu 52% em julho após uma queda de 18,9% na oferta. O preço médio do quilo do tomate foi negociado a R$ 1,90.   A abobrinha apresentou recuo de 4,4%, o que elevou em 19,2% o preço do quilo, que encerrou julho a R$ 0,93. O quilo da berinjela foi comercializado, em média, a R$ 1,48, valorização de 57,4% quando comparado com o preço praticado em junho.

Frutas - A comercialização de frutas, ao longo de julho, somou 49,4 mil toneladas, queda de 3,5% frente a junho. O preço médio do grupo foi de R$ 1,80 por quilo, valor 2,9% maior que o verificado no mês anterior.

Dentre as frutas, a maior alta nos preços, 33,33%, foi verificada na melancia, cujo quilo foi negociado a R$ 0,96. A oferta do produto recuou 22,4% quando comparado com junho. Alta também nos preços do mamão formosa, 24,42%, com o quilo vendido a R$ 1,07. O quilo do limão tahiti foi negociado a R$1,56, aumento de 23,08%.

Algumas frutas tiveram queda nos preços, como a banana, que encerrou o mês com o quilo comercializado a R$ 1,29, retração de 19,88% frente a junho. O preço médio do quilo da laranja ficou em R$ 1,00, queda de 4,76%.

Ovos e cereais - Em julho, a oferta de ovos cresceu 7,5%, ante junho, e somou 5,26 mil toneladas comercializadas. Com a oferta maior, os preços recuaram 9,4% e o preço médio do quilo encerrou o mês em R$ 4,23.

A oferta de cerais recuou 10,1%, somando 4 mil toneladas. O preço médio do grupo recuou 12,7%, com o quilo negociado, em média, a R$ 2,14. Em produtos diversos, que abrangem os industrializados, houve aumento de 4,9% na oferta com a comercialização de 46,3 mil toneladas. O preço médio, R$ 2,98 por quilo, caiu 3,2%.

Com temperaturas mais elevadas, a expectativa para agosto é de aumento da oferta.

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