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Agronegócio

08/03/2018

Funcionária da BRF atesta alteração em rótulo

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São Paulo - Mais uma funcionária da BRF confirmou ontem à Polícia Federal (PF) que havia adulterações nos rótulos do produto Premix, composto usado para engorda de frangos, para adequação às normas do Ministério da Agricultura. Natacha Camilotti Mascarello foi uma das 11 pessoas presas na Operação Trapaça - terceira fase da Carne Fraca. Funcionária até hoje da empresa, ela foi solta, após o depoimento - oito pessoas ainda estão presas.

O Premix é utilizado como complemento vitamínico e mineral às rações fabricadas pela empresa. A suposta burla investigada pela PF e pelo Ministério Público Federal na unidade de Chapecó (SC) estaria em “inserir componentes não permitidos, seja por alterar as percentagens dos componentes indicadas nas etiquetas”.

“Recordo que, no dia da alteração da tabela, receberam uma ligação de outra fábrica do Grupo BRF, indicando eventuais vulnerabilidades quanto aos processos de fiscalização”, contou Natacha, ao delegado Maurício Moscardi Grillo. “Havendo possibilidade de a fábrica de Chapecó-SC passar pelo mesmo processo de fiscalização, entenderam haver necessidade de alterarem os rótulos, deixando-os adequados aos normativos do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)”.

Na última terça-feira (06), a ex-funcionária Tatiane Alviero, que revelou internamente o problema e gerou as investigações da Trapaça nesse setor, confirmou as supostas fraudes.

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E-mails - Uma sequência de e-mails, iniciada em 23 de fevereiro de 2015, intitulada “Alterações Premix - Auditorias/Fiscalização Mapa”, de Tatiane Alviero para Fabiana Rassweiller de Souza, relata “situação que estava ocorrendo rotineiramente na fábrica de Premix de Chapecó”, sobre necessidade de burlar, em muitos casos, rastreabilidade do material para apresentação em auditorias.

As fraudes no composto integram uma das quatro frentes de fatos ilícitos que a Carne Fraca apura e levaram para a cadeia, na segunda-feira (05), 11 pessoas ligadas à BRF, entre elas o ex-presidente do grupo Pedro de Andrade Faria (2015 a 2017).

Tatiane enfatiza, em um dos e-mails, que em lote do dia 20 de fevereiro de 2015 tiveram que alterar 65% dos Premixes. E escreve: “Como raramente declaramos corretamente os produtos, é necessário reavaliar todos”.

Defesa - A BRF informou que os processos de produção do Premix “seguem normas técnicas nacionais e internacionais” e pela rastreabilidade do produto é possível identificar tudo o que foi incluído.

“As fábricas da BRF que produzem o Premix são registradas e certificadas pelo Mapa”, diz nota da empresa. “A última auditoria do Mapa na BRF ocorreu em outubro de 2017, e todos os parâmetros estavam devidamente dentro das normas”.

Segundo a BRF, “os e-mails revelados pela investigação em curso são de três anos atrás”. “O teor das mensagens está sendo investigado pela empresa”.

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