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Finanças

07/07/2018

Fundos de investimento captam R$ 36 bilhões até junho

Ganhos desaceleraram frente 2017
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Os multimercados foram o destaque do segmento no 1º semestre, com captação de R$ 33,6 bilhões, segundo a Anbima/MARCOS SANTOS USP IMAGENS
São Paulo – Os resgates líquidos de R$ 25,8 bilhões que a indústria brasileira de fundos sofreu no mês de junho puxaram para baixo a captação acumulada no primeiro semestre do ano, que foi de R$ 36,4 bilhões (positivos). De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), nos primeiros seis meses de 2017, os ingressos líquidos dos fundos de investimento haviam chegado a R$ 129,3 bilhões, enquanto a média dos últimos cinco anos é de R$ 48,3 bilhões.

“Este é o momento em que os gestores estão reagindo às volatilidades do cenário para readequarem suas carteiras. O mercado é naturalmente cíclico e é importante que o investidor evite a tomada de decisões precipitadas”, afirma o vice-presidente da Anbima, Carlos André. “Resgatando recursos sem necessidade, por receio de perdas, ele acaba cristalizando um prejuízo que poderia ser recuperado no médio ou longo prazo”, completa.

No acumulado do primeiro semestre, os multimercados lideram entre as demais classes de fundos, com R$ 33,6 bilhões (contra R$ 42,9 bilhões no mesmo período de 2017), seguidos pelos fundos de ações, cujos ingressos líquidos de R$ 18,6 bilhões reverteram os resgates líquidos de R$ 3,1 bilhões dos primeiros seis meses do ano passado. A renda fixa apresenta a maior perda: fechou o semestre com resgates líquidos de R$ 21,8 bilhões (no mesmo intervalo do ano passado, a captação foi positiva, de R$ 56,8 bilhões).

Retornos - Em relação aos retornos que os fundos proporcionaram aos investidores no semestre, destaque aos multimercados: o tipo Long and Short Neutro (que faz operações ligadas à renda variável, montando posições compradas e vendidas com o objetivo de manter exposição financeira limitada a 5%) apresentou a melhor performance da classe no ano (7,34%). O Long and Short Direcional (que faz operações de ativos e derivativos ligados à renda variável, montando posições compradas e vendidas) acumulou no período rentabilidade média de 5%.

Na renda fixa, os fundos de prazos mais longos seguem trazendo os melhores retornos. O tipo Duração Alta Grau de Investimento teve rentabilidade média de 4,5%. A trajetória negativa do Ibovespa comprometeu o desempenho dos fundos de ações: os principais tipos apresentaram retornos negativos no primeiro semestre. (Com informações da Anbima.)

VOLATILIDADE PODE ESTENDER RECUPERAÇÃO

Se o mercado brasileiro conviver, ao longo dos próximos meses, com picos de volatilidade, a recuperação dos níveis de captação da indústria de fundos de investimento tende a ser mais longa, a despeito do cenário de baixas taxas de juros, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Carlos André.

No primeiro semestre deste ano, a captação líquida da indústria de fundos de investimento somou R$ 36,4 bilhões, queda de 71,8% ante o visto no mesmo período do ano passado. O volume é abaixo da média registrada nos últimos quatro anos.

Dados da entidade mostram ainda que a instabilidade econômica afetou o resultado do setor em junho, quando os resgates somaram R$ 25,9 bilhões. Destes, o montante de R$ 25 bilhões correspondeu a um único fundo exclusivo. Depois do aumento da volatilidade, o especialista vê, neste momento, um cenário de maior normalidade.

“Com uma volatilidade mais acentuada, o fluxo de recursos para fundos multimercados e de ações não será tão rápido”, destacou o executivo da Anbima, em teleconferência com jornalistas.

André frisa que, dada a proximidade das eleições no Brasil, é natural um aumento da volatilidade do mercado, fazendo com que investidores passem a buscar saídas mais conservadoras. No entanto, ele diz que a percepção é de que os investidores estão, a cada dia, demonstrando maior nível de maturidade.

O patrimônio líquido da indústria chegou em R$ 4,3 trilhões no fim de junho, aumento de 13,6% em um ano. O número de contas saiu de 13 milhões na metade do ano passado, para 14,4 milhões um ano depois.

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