Publicidade
22/02/2018
Login
Entrar

Política

07/02/2018

Geddel nega pressão para silêncio de Funaro

AE
Email
A-   A+
Brasília - O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) disse ontem, em depoimento à Justiça Federal, em Brasília, que as ligações feitas por ele para a esposa do corretor Lúcio Funaro, Raquel Pitta, eram “amigáveis” e buscavam “prestar solidariedade”.

Ao contrário do que diz o Ministério Público Federal (MPF) no processo, Geddel negou ter pressionado para que Funaro ficasse em silêncio e não partisse para acordo de colaboração premiada. O emedebista se disse “abandonado” e acrescentou que foi “lançado no vale dos leprosos”.

“Falei algumas vezes com ela, eram telefones amigáveis. Ela (Raquel) me mandava fotos da filha, mensagens, correntes de orações. (Minhas ligações) eram uma solidariedade pessoal (à prisão de Funaro)”, afirmou antes de fazer o desabafo sobre sua prisão. “Vejo amigos de longa data me lançarem no vale dos leprosos”, complementou.

No processo, Geddel é acusado de obstrução de Justiça. A suspeita é de que ele tentou atrapalhar a delação de Lúcio Funaro, na fase em que ele estava em tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Na denúncia, o Ministério Público Federal cita as ligações de Geddel para a esposa de Funaro.

Para os investigadores, as ligações intimidavam indiretamente o corretor apontado como operador financeiro do grupo político do qual Geddel faz parte, o MDB da Câmara. As acusações foram formuladas no âmbito das operações Sépsis e Cui Bono?.
Geddel ironizou quando foi questionado se o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) o apresentou a Funaro. “Eu creio que sim”, disse sem demonstrar certeza. “Essa memória fantástica só vejo em elefante ou delator”, afirmou.

O ex-ministro também acusou Raquel Pitta de usar as conversas de forma “orientada” ou “dirigida”, mas não especificou quem, em sua opinião, poderia ter auxiliado a esposa de Funaro. “Me pareceu uma coisa muito orientada, muito dirigida, não achei que deveria ‘printar’ ou guardar provas para uma situação absolutamente surreal”, resumiu.

Ao repetir o teor de seu depoimento diante das perguntas do juiz Vallisney de Souza Oliveira, Geddel argumentou que decidiu “abraçar completamente a verdade” e citou “Deus”. “Ela perguntava pela minha filha, eu respondia. Essa é a verdade, ela sabe, Deus sabe. Resolvi me abraçar completamente à verdade. As conversas que tinha sobre Funaro, tinha também sobre José Dirceu e sobre qualquer pessoa que tivesse nesse redemoinho (de casos envolvendo a Justiça). Nunca tratei organizadamente sobre isso “, garantiu.

Acusações - O MPF narra na denúncia que a partir da prisão de Funaro, em 1º de julho de 2016, Geddel passou a monitorar e constranger Raquel Pitta por meio de várias ligações telefônicas. Em depoimento à Polícia Federal, Funaro afirmou que essas ligações provocaram um sentimento de receio sobre algum tipo de retaliação que pudesse sofrer caso optasse por um acordo de delação.

Em depoimento à PF, Raquel Pitta também detalhou as abordagens que recebeu do ex-ministro. Segundo ela, Geddel estava interessado em saber da disposição do marido dela de firmar acordo de colaboração premiada. A mulher de Funaro disse que o peemedebista passou a fazer ligações “insistentemente” após a prisão do marido, querendo saber do “estado de ânimo” dele, e que esses contatos feitos em horários noturnos “passaram a incomodar”.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

22/02/2018
Jucá admite que Temer pode disputar reeleição pelo MDB
Popularidade baixíssima não seria empecilho
22/02/2018
Governo busca empréstimo de R$ 1 bi para o estado
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem que o governo federal está trabalhando para viabilizar novo empréstimo ao Estado do Rio de Janeiro, de...
22/02/2018
Alckmin quer Anastasia candidato
Governador de SP diz que será "porta-bandeira" do senador mineiro rumo ao cargo
22/02/2018
Solto, Wesley Batista não usará tornozeleira eletrônica, em falta, nem assumirá empresas
Brasília - Solto na madrugada de ontem por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o empresário Wesley Batista não vai usar, pelo menos por ora,...
22/02/2018
STJ acata denúncia contra ex-ministro das Cidades
Salvador - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou ontem por unanimidade denúncia contra Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades (governo Dilma), hoje conselheiro do...
› últimas notícias
Tribunal investigará contas do Estado
Cresce em ritmo lento intenção de consumo das famílias do País
Adesões ao Simples têm alta de 46,17% em Minas
Bancos retomam crédito para as MPEs
Vendas no varejo subiram 0,2% em janeiro, aponta a Boa Vista
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Electric Ink investe R$ 12 mi em Uberaba
Empresas tradicionais se rendem à cultura das startups
Coco Bambu vai desembarcar na Capital e Uberlândia
Mudanças legislativas geram divergências
Alienação fiduciária será analisada pelo STF
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


22 de fevereiro de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.