20/08/2018
Login
Entrar

Economia

07/12/2017

Governo aguardará TCU para socorrer a Caixa

AE
Email
A-   A+
Brasília  - O governo decidiu aguardar a manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a operação de socorro à Caixa Econômica Federal com recursos do FGTS e não fará nada até que a Corte de contas se pronuncie. O compromisso assumido com o TCU foi formalizado pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira, e pela presidência da Caixa e do conselho curador do FGTS.

A transação está em análise pelo TCU. Em comunicado, o ministro Benjamin Zymler informou que, por meio de documentos, “os presidentes das instituições se comprometem a não realizar a operação noticiada até que esta Corte se pronuncie sobre a matéria”.

Com a decisão, a análise da operação pelo conselho curador do FGTS fica para o ano que vem, porque o TCU encerrou ontem as reuniões deliberativas que poderiam julgar o mérito da ação. A não ser que convoque uma sessão extraordinária, o TCU só irá deliberar sobre a operação em 2018.

O TCU abriu processo para investigar possíveis irregularidades na operação, a partir de uma representação do Ministério Público junto ao TCU. Os procuradores pediam uma medida cautelar para impedir que Caixa e FGTS adotassem qualquer medida para concretizar a operação. Zymler negou a medida, por conta do compromisso do governo em aguardar uma deliberação final da corte para, a partir daí, realizar a transação.

Para o governo, a operação é necessária porque a Caixa enfrenta dificuldades de capital que podem restringir sua capacidade de continuar emprestando. O banco está pressionado porque o Tesouro, acionista único da instituição, já avisou que não tem como capitalizar o banco por causa da delicada situação fiscal do governo. Ao mesmo tempo, o Banco Central cobra o cumprimento das novas exigências mais duras para o capital do banco, seguindo regras internacionais.

O índice de Basileia mostra quanto de capital dos sócios o banco deve ter em relação aos recursos emprestados. No caso da Caixa, a única sócia é a União. As normas brasileiras exigem que para cada R$ 100 emprestados os bancos tenham R$ 11 de capital dos sócios. Em agosto, o índice do banco foi de 14,85%. O BNDES fechou junho com índice de Basileia de 22,75%.

Em sua decisão, Zymler afirma que os representantes das instituições ainda serão ouvidos pela Corte. “A despeito dos indícios de irregularidade apontados na representação e na instrução da unidade técnica, optei por realizar a oitiva prévia do Conselho Curador do FGTS e da Caixa Econômica”, declarou o ministro.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

18/08/2018
ABC da Construção planeja ganhar mercados
Associação com a ConstruBrasil pode gerar desenvolvimento de produtos, redução de custos e preços
18/08/2018
Petrobras alerta para risco de desabastecimento de diesel
Rio de Janeiro - A Petrobras avalia que a nova fórmula proposta pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para calcular o...
18/08/2018
Avanço do e-commerce não incomoda shoppings
Evento internacional reúne executivos e acionistas em São Paulo
18/08/2018
Cenário da economia é visto como ruim por 83,9% dos consumidores
São Paulo - O pessimismo dos consumidores sobre o momento da economia brasileira chegou no mês passado ao maior nível do ano, segundo sondagem feita pela...
18/08/2018
País tem vários fatores detendo produtividade, acredita secretário
Brasília - O secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, avaliou na...
› últimas notícias
Leia mais notícias ›
› Newsletter
O melhor conteúdo exclusivo e gratuito no seu e-mail:




Cadastrar
› Mais Lidas
Leia todas as notícias ›
Publicidade
› Assine o DC

Acesso completo

aos conteúdos online e versão impressa.
Único jornal especializado em Economia, Negócios e Gestão de Minas Gerais.
Ferramenta indispensável para fazer bons negócios.
› Edição Impressa


18 de agosto de 2018
Conteúdo exclusivo para assinantes
› DC no Facebook
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.