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10/02/2018

Governo do Estado investe para fortalecer gastronomia

Da Redação
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O sucesso na arte de cozinhar dos mineiros remonta às suas raízes e história. Os pratos simples das primeiras décadas de povoamento da região das minas foram ganhando mais sabor, com ingredientes e temperos com gostinho de casa de Vó - e se tornaram uma das mais ricas e apreciadas comidas típicas de todo o País.

Compreendida como um dos principais valores da cultura mineira, a gastronomia vem sendo alavancada, desde 2015, pelo governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), com ações sistemáticas de incentivo e desenvolvimento.

O investimento do Estado no segmento integra o Minas de Todas as Artes - Programa Codemig de Incentivo à Indústria Criativa. A iniciativa inédita e estratégica, com cerca de R$ 20 milhões investidos, até o momento, em ações diretas e indiretas, busca fomentar o desenvolvimento de novos negócios que gerem empregos, renda e riquezas para Minas Gerais.

Estima-se que haja mais de 250 mil empresas no Brasil na área da Indústria Criativa. Até o fim de 2018, serão investidos mais de R$ 50 milhões pelo governo do Estado em editais de fortalecimento e valorização de setores como gastronomia, audiovisual, design, moda, música e novas mídias.

Entre as ações voltadas à gastronomia já consolidadas estão os editais públicos abertos anualmente. Os três editais de incentivo a festivais gastronômicos realizados pela Codemig até o momento somam investimento da ordem de R$ 3 milhões. Com isso, já foram beneficiados cerca de 30 projetos em mais de 20 municípios mineiros. O aporte oferecido contemplou 12 dos 17 Territórios de Desenvolvimento mineiros, do Norte ao Sul, passando pelo Alto Jequitinhonha, Vale do Aço, Noroeste e outros.

“O público é muito receptivo à culinária que apresentamos. Posso dizer que as pessoas ficam encantadas com a diversidade dos pratos com frango caipira, que incluem jabuticaba com pire de inhame e queijo curado do Serro, frango com limão rosa e pimentões coloridos e ervas que são bem inusitados na gastronomia”, ilustra a idealizadora e produtora do 13º Festival de Gastronomia Frango Caipira de São Gonçalo, Cleide Greco.

Por lá, os cozinheiros buscaram ingredientes típicos da região e idealizaram pratos como frango com broto de embaúba (árvore comum do cerrado), frango com lobo-lobo (casca de uma árvore com sabor de tanino), frango com hibisco e também frango com açaí.
“A chefe convidada foi Zora Santos, mineira que trabalha com cozinha afro-mineira. E, com o incentivo do governo do Estado, conseguimos expandir a qualidade - agraciando o público com uma estrutura adequada - e unir sofisticação, tradição e sabor no prato dos mineiros presentes em São Gonçalo”, conclui.

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+Gastronomia - Toda essa estratégia de desenvolvimento econômico foi consolidada no Programa +Gastronomia, lançado em maio de 2017 pelo governo. A iniciativa envolve diversas instâncias da administração estadual, incluindo a Codemig, em conjunto com a sociedade civil e a iniciativa privada, para valorizar toda a cadeia produtiva da gastronomia, do campo à mesa, reconhecendo-a como setor estratégico para o desenvolvimento sustentável do Estado de Minas Gerais.

A política tem o objetivo de orientar as ações governamentais voltadas ao fortalecimento da gastronomia mineira e de toda a cadeia produtiva: segmentos da produção de insumos, de abastecimento e armazenamento, de comércio, de indústria e de serviços. O +Gastronomia pauta-se pela preservação das tradições gastronômicas e pelo reforço da identidade local e do senso de comunidade, além de mirar a busca da sustentabilidade socioeconômica e ambiental.

“É muito importante o incentivo do governo de Minas Gerais porque esses festivais têm muitos desdobramentos para as localidades, como desenvolvimento econômico, além de uma sensação de pertencimento à cultura local. Os saberes locais têm um grande valor cultural para o Estado porque o mineiro tem uma imagem de seu povo vinculado à culinária. E quando governo apoia a gastronomia, vai fortalecer a identidade gastronômica e os vínculos sociais”, aponta a pesquisadora e gestora do Igarapé Bem Temperado, Letícia Cabral, que realiza o festival, anualmente, juntamente com o idealizador Carlos Oliveira Stan.

No caso do 13º Igarapé Bem Temperado, realizado em setembro de 2017, na cidade de Igarapé, o público pôde saborear as receitas e também conhecer mais sobre as tradições gastronômicas centenárias e as plantas alimentícias não convencionais (PANCs).
“O Festival Igarapé Bem Temperado foi um grande sucesso, pois, nesta edição, conseguimos proporcionar a experiência mais fiel possível da cultura da comida de quintal. Por isso, montamos o festival em um grande quintal, com árvores, plantinhas de horta e jardim e chão de terra batida, fornos e fogões à lenha, cheiro de alecrim do mato no ar”, observa Letícia Cabral.

Nesse contexto, a seleção de projetos de fortalecimento e fomento dos festivais gastronômicos potencializa a cadeia produtiva gastronômica em Minas Gerais e contribui para a movimentação do fluxo turístico regional e nacional. A iniciativa busca beneficiar todos os territórios gastronômicos do Estado: Cerrado, Espinhaço, Rios, Central e Mantiqueira.

O processo de seleção avalia critérios como viabilidade da execução, abrangência, inovação, envolvimento de profissionais e produtos da região, participação de chefs, público estimado, estrutura física, estratégias de comunicação e comercialização, tradição do evento e acessibilidade. São valorizadas categorias distintas, como Festivais Gastronômicos Tradicionais, Novos Eventos, Food Trucks para as cidades da Estrada Real e Food Trucks para os circuitos turísticos, entre outras.

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