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Política

08/12/2017

Governo não tem plano B se reforma não passar

Reuters/AE
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Rio  - O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou na quinta-feira que o governo não tem um plano B e que trabalha apenas com o cenário de que a reforma da Previdência será votada em breve. Segundo ele, o trabalho agora é de convencimento dos parlamentares para aprovar a matéria e que as fortes reações negativas que os mercados financeiros estão mostrando nesta sessão ocorrem porque eles sabem “da importância da reforma da Previdência”.

“O governo está preparado para aprovar e não trabalhamos com o cenário de não aprovar a reforma”, disse Guardia em evento da Comissão de Valores Mobiliários realizado no Rio de Janeiro. “Não tem saída. Tem que aprovar a reforma. Já temos um gasto alto, o mercado sabe disso e olha para isso”, completou.

“O momento é de organizar a base, e o mercado reage com mais ou menos ansiedade aos fatos políticos. O ideal é aprovar agora na Câmara e já iniciar o próximo ano discutindo no Senado”, acrescentou Guardia.

Para aprovar a reforma na Câmara são necessários os votos de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votações no plenário da Casa. Posteriormente, a Proposta de Emenda à Constituição que muda as regras previdenciárias terá ainda de ser analisada pelo Senado.

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Gastos – Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a alertar na quinta-feira que, se a reforma da Previdência não for aprovada, as despesas do governo federal com pensões e aposentadorias, que hoje representam cerca de 50% do orçamento, podem chegar a 80%. «Se nada for feito, despesas não cabem no teto do gastos”, disse o ministro, que participou de evento da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Ele lembrou, inclusive, que o governo tem ajudado Estados que estão em situação fiscal grave por causa de gastos com a Previdência. “Estamos prevenindo que isso aconteça no Brasil”, disse o ministro, em referência ao orçamento federal. “Quero que todo brasileiro tenha certeza que terá aposentadoria”, acrescentou Meirelles.

O ministro argumentou ainda que a idade média de aposentaria no Brasil é de 59 anos, enquanto no México é de 72 anos. Disse também que poucos conseguem se aposentar por tempo mínimo de contribuição (35 anos) e que, com a reforma, os mais pobres vão se aposentar mais cedo.

Meirelles lembrou a aprovação da PEC do teto dos gastos e disse que as despesas federais, que saíram de 10,8% do PIB em 1991 para 20% em 2016, chegariam a 25% se não fosse a medida. “Isso significa mais recursos disponíveis para a sociedade consumir e investir”, disse.

Em seu discurso, enquanto mencionava a evolução dos indicadores econômicos durante o governo Michel Temer, ele citou que a inflação em 12 meses caiu de 9,3% em maio de 2016 para 2,7% em novembro deste ano. Ao final de sua fala, ele afirmou que o brasileiro quer emprego, renda e inflação baixa e convocou todos “para trabalharmos juntos para o Brasil crescer”

Otimismo -  Ainda há chances de que a reforma da Previdência seja aprovada no Congresso neste ano e sua aprovação não está totalmente precificada no mercado, disse na quinta-feira  o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em encontro com jornalistas. “O consenso é de que não está precificado, deve estar cerca de 50%”, destaca o executivo.

Finkelsztain frisou a importância da realização das reformas no Brasil para que o déficit fiscal seja controlado, já que a trajetória vista hoje é insustentável.  Segundo o executivo, o próximo governo terá que enfrentar essas questão para que a retomada do crescimento econômico do país.

O executivo citou ainda que o ano de 2017 foi de grande desafios, mas que a equipe econômica fez um bom trabalho e destacou o Banco Central, que promoveu a queda da inflação e levou a taxa básica de juros, a Selic, ao menor nível da história brasileira.

O presidente da B3 destaca que o interesse dos investidores estrangeiro1s segue alto no Brasil, diante de um cenário em que a percepção é de crescimento do país, após três anos de recessão e queda de juros. Ele lembra que na próxima semana serão precificadas três ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) - BR Distribuidora, Burger King Brasil e Neoenergia - e um follow on, da Sanepar. “As ofertas precificadas na mesma semana podem competir pela agenda de analistas, mas o interesse segue alto no país”, disse.

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