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Negócios

23/06/2018

Grandes redes são confundidas com franquias

Empresas se expandem com operações padronizadas e capilaridade semelhante ao do setor
Thaíne Belissa
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Araujo conta com 205 lojas e 7 mil funcionários em todo o Estado e estima um faturamento de R$ 2,2 bilhões neste ano/Alisson J. Silva
A conclusão parece óbvia: se a marca é conhecida, se está espalhada por todo canto e oferece um atendimento e produto padronizado, então é franquia. Mas nem só desse modelo de distribuição vivem as grandes marcas. Em Minas Gerais e no Brasil há cases de companhias que escolheram outros caminhos para garantir sua expansão e capilaridade. Constantemente confundidas com franquias, essas redes revelam que uma gestão sólida e metodologias como a de expansão por meio de sócios-proprietários também podem trazer bons resultados.

A rede de drogarias Araujo é, sem dúvida, uma das empresas mais confundidas com franquia em Minas Gerais. Com 205 lojas e 7 mil funcionários espalhados pelo Estado, a rede chegou a ser alvo de humoristas e memes na internet por causa da quantidade de unidades, que parecem surgir de repente em cada esquina das cidades. A empresa tem 112 anos, está na quarta geração da família na administração e é a quarta maior empresa do segmento no Brasil em faturamento total, segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Em 2018, a marca pretende faturar R$ 2,2 bilhões.

De acordo com o presidente da rede, Modesto Araujo Neto, o modelo de expansão da rede segue uma lógica simples, sem muitos rodeios ou metodologias. Ele explica que, até há alguns meses, a marca só abria unidades em cidades localizadas em um raio de até 300 Km de Belo Horizonte e que tivessem, pelo menos, 60 mil habitantes. Mas, recentemente, a Araujo ampliou o limite para 400 km, tendo em vista que a marca já chegou em todas as cidades potenciais mais próximas.

Ele afirma que a empresa tem um departamento especializado em expansão, que é o responsável por fazer os estudos de áreas e prospecção de possíveis novos pontos. Mas ele garante que, no final do processo, é ele mesmo quem dá o “veredicto”. “Assim que o ponto é escolhido, a gerência de engenharia assume o projeto e monta a loja. Depois disso, essa gerência entrega para o setor comercial, que controla todas as lojas. Esse é o nosso modelo: filiais autônomas, sem sócios e todas com a mesma razão social”, resume.

Leia também:
Leitura: expansão por meio de sócios
Outback privilegia seus funcionários


Controle - O empresário acredita que a gestão única lhe garante maior controle sobre os processos realizados dentro de cada unidade, destacando que o setor de saúde exige um cuidado redobrado. “Se uma injeção é aplicada errada em uma unidade é o nome da Araujo que será manchado, então eu preciso garantir uma gestão sólida com o mesmo padrão e o mesmo treinamento de funcionários”, diz.

Segundo ele, a padronização das lojas é garantida por meio dessa gestão unificada, inclusive com um mesmo departamento comercial, um mesmo departamento de recursos humanos e sistemas de gestão e estoque unificados. Além disso, ele destaca que a empresa utiliza uma lógica de gestão por resultado. Essa lógica parte de uma meta global da empresa, que é desdobrada de loja em loja, até chegar ao vendedor.

“Quando os vendedores batem essa meta eles ganham uma participação dos resultados, o que os motiva e nos traz belos números”, explica.

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