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Economia

25/08/2007

Greve de fiscais trará mais prejuízos

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Importações de Minas ficarão comprometidas, uma vez que as rotas de chegada estão congestionadas.

Somente no aeroporto de Confins chegam três vôos cargueiros semanais diretos de Miami e uma média de dez carretas por dia A partir da próxima terça-feira os agentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) retomarão a greve e poderão comprometer mais uma vez a entrada de mercadorias importadas nos portos e portos-secos do país. De acordo com a representante da Associação dos Fiscais Agropecuários do Ministério da Agricultura em Minas Gerais (Afama-MG), Carla Porto, os servidores garantirão o desembaraço de 30% dos processos, dando preferência para cargas vivas e para produtos que façam parte de programas essenciais de vigilância sanitária, como o controle da febre aftosa.

Todavia, para o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), Frederico Pace Drumond, mesmo garantindo os 30% dos desembaraços, o movimento de greve dos fiscais agropecuários e sanitários comprometerá as importações no Estado, uma vez que as rotas de chegada das mercadorias operam praticamente sem ociosidade.

"Chegam no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN) - instalado em Confins, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - uma média de 10 carretas por dia com mercadorias importadas que entram no país pelos aeroportos de São Paulo. Além disso, há também três vôos cargueiros semanais que vêm direto de Miami, e todas essas rotas estão operando na capacidade plena. Apenas na última quinta-feira, foram 21 carretas chegando de São Paulo. Mesmo se forem preservados os 30%, os processos de desembaraço entrarão em colapso", comentou.

Embalagens - A greve dos fiscais compromete as importações, pois todos os produtos de origem animal e vegetal devem passar pela fiscalização dos agentes sanitários e agropecuários e cerca de 90% da carga geral que entra no país utilizam embalangens de madeira, que precisam ser conferidas.

Os fiscais já haviam iniciado a greve há alguns meses e paralisaram o movimento a pedido do governo até que as propostas fossem analisadas. Segundo Carla Porto, o prazo dado para a resposta da União terminou na última quinta-feira. O Ministério da Agricultura concordou com as reivindicações dos servidores, mas o Ministério do Planejamento vetou parte do que foi acordado.

A categoria pede reajuste salarial na tabela base de 15% nos próximos três anos e elevação das gratificações para um valor equivalente a 100% do vencimento. Hoje, este percentual é de 55%. Em Minas, são 402 fiscais, sendo 289 ativos.

BRUNO MARQUES


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