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Agronegócio

23/05/2018

Greve dos caminhoneiros afeta abastecimento

Reuters/AE
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Falta de transportadores dificulta entrega de matérias-primas vivas como bois, suínos e aves/Divulgação
São Paulo - A greve dos caminhoneiros, iniciada na terça-feira (21), está afetando o abastecimento em vários estados, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). “Todo o nosso setor de matérias-primas vivas (boi, suíno, aves), e leite e o abastecimento em geral está sendo muito afetado”, afirmou, em nota, o presidente-executivo da entidade, Péricles Salazar, que também preside o Sindicarne do Paraná.

O executivo conta ter recebido queixas de que caminhões que transportam produtos perecíveis de empresas associadas “estão parados em várias regiões do País”. De acordo com a nota distribuída, “são centenas de caminhões parados nas estradas com animais vivos, leite e produtos resfriados para serem entregues nos pontos de varejo em todo o País”.

Salazar informa que a Abrafrigo e o Sindicarne-PR consideram o protesto justo diante das circunstâncias criadas pela política de preços do Petrobras. “Mas a economia não pode parar por causa disso. E o fato de as carnes serem um produto perecível agrava ainda mais a situação”, reforçou.

Confirmação – A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também informou que o setor de aves e suínos já sente o reflexo dos dois primeiros dias de manifestações dos caminhoneiros e, há, inclusive, segundo a entidade, relatos de unidades produtoras com turnos de abate suspensos por causa da falta de transportadores de cargas. Os motoristas protestam contra o reajuste do óleo diesel.

Em nota, a entidade informou que existem bloqueios nas estradas impedindo o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas destinadas tanto ao abastecimento do mercado interno quanto às exportações. Caso o quadro se estenda, a ABPA alerta para os riscos de prejuízo ao consumidor final, assim como danos aos contratos de exportação e significativos aumentos de custos com reprogramação de embarque de cargas.

“Os prejuízos para o setor produtivo e para o País são incalculáveis”, enfatiza a entidade na nota sobre a eventual extensão das interdições.

Representante de mais de 140 agroindústrias e entidades vinculadas à avicultura e à suinocultura, a ABPA estabeleceu um comitê de crise para o levantamento de informações sobre os problemas causados pelo movimento nas estradas, com o objetivo de minimizar os danos ao setor.

“A ABPA apoia as motivações da paralisação, mas entende que o movimento deve preservar o fluxo dos alimentos e dos insumos para a produção. É de conhecimento nacional a crise enfrentada pela cadeia produtiva de proteína animal e impedir a continuidade da produção poderá gerar consequências graves”, reforça a nota.

Grãos - Com relação aos grãos, o gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral, disse que, por ora, os protestos “ainda não afetaram o embarque e o esmagamento (de soja) de maneira generalizada, mas há uma fábrica no Paraná que pode suspender o processamento”. Ele preferiu não dizer o nome da empresa. “Estamos preocupados, mas ainda não houve problema para o abastecimento interno...”, disse ele.

Ele ressaltou, contudo, que o fluxo do produto para os portos foi reduzido. “Queremos uma resolução o mais rápido possível para voltar a exportar, pois estamos com a maior safra de soja da história”, acrescentou, referindo-se à produção recorde da oleaginosa neste ano --o Brasil é o maior exportador mundial da commodity.

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