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Negócios

16/05/2018

Grife italiana Replay abre loja-conceito na Capital

Mercado é considerado estratégico
Juliana Baeta
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A rede de jeanswear foi criada na Itália em 1978/Divulgação
Belo Horizonte é a segunda capital brasileira a receber uma loja-conceito da grife italiana de jeanswear Replay. A inauguração aconteceu no início deste mês, no Pátio Savassi, e faz parte dos planos de expansão da marca, que considera o mercado mineiro um ponto estratégico para se consolidar no mercado nacional. Até então, a grife só contava com lojas próprias em São Paulo, e mais de 250 pontos de vendas em lojas multimarcas espalhadas pelo País. Mas a loja própria, como reforça o empresário Alexandre Brett, responsável por desembarcar a Replay no Brasil em abril do ano passado, é uma importante vitrine para expandir e dar visibilidade ao negócio.

“É a primeira loja que a gente está abrindo fora de São Paulo. Isso porque, pensando no crescimento da distribuição da marca, Minas é um estado estratégico, além de ter grande tradição na moda. E ter uma loja em Belo Horizonte é fundamental para a visibilidade da marca, que é operação recente no Brasil”, explica. Com a inauguração da loja na capital mineira, o empresário espera um crescimento de 40% nas vendas da marca em todo o Estado até o fim deste ano.

Nas primeiras reuniões com a direção da grife italiana de jeanswear para trazer a marca para o País, Brett percebeu que o Brasil já estava lá. “Eles já amavam o Brasil antes mesmo de eu aparecer. Para se ter uma ideia, o garoto-propaganda da marca é o jogador Neymar. Em várias campanhas, eles usam modelos brasileiras. O que eu ouvi da direção foi que eles precisavam crescer no Brasil, porque já apostam no País faz tempo”, lembra o empresário. Fechado o acordo, a Replay, criada na Itália em 1978, e instalada primeiramente em São Paulo há pouco mais de um ano, cresceu em mais de 30% no Brasil neste período, considerado ainda de implantação da marca no mercado nacional.

Porcentagem significativa diante de uma crise econômica.

Segundo Brett, o que tem impulsionado o crescimento da marca, mesmo neste cenário, é a relação custo-benefício. “Acredito que isso se deve a uma estratégia vencedora. Estamos falando de uma marca que está presente no mundo todo, tem uma imagem global. Mas para a sua entrada no mercado brasileiro a gente fez uma adaptação.

Trazemos a coleção italiana, o estilo, a modelagem de lá, recebemos o pessoal do controle de qualidade da Itália para aprovar a produção e visitar nossos fornecedores. Então, os produtos são os mesmos, mas boa parte da produção é feita aqui, e por isso conseguimos ter preços mais acessíveis e razoáveis dentro deste segmento, mesmo se tratando de uma marca europeia. Quem tem o desejo de adquirir uma marca de fora, consegue fazer isso por um preço que é comparável ao dos nossos concorrentes brasileiros”, explica.

Aposta - Além dos preços mais democráticos, o empresário Alexandre Brett acredita que outro diferencial é o potencial de agradar o brasileiro. “As marcas italianas têm esse glamour, mas o estilo Replay, que não deixa de ser um estilo europeu, é muito próximo da cultura brasileira. É difícil uma marca de fora pegar no Brasil, porque as peças acabam sendo muito distantes do que o brasileiro gosta de usar, são escuras, pesadas, duras. Por isso eu sinto que a Replay tem uma ligação mais próxima com o Brasil neste sentido, nas cores que usa, nas peças mais leves, no conceito”.

Mas a aposta da Itália no Brasil não se faz só pela estética. A marca optou por entrar no mercado latino-americano usando o Brasil como porta da frente. “A referência para eles (marca) na América do Sul é o Brasil, e por isso que eles estão supercontentes com essa expansão aqui, significa que o projeto está indo bem. A partir do nosso trabalho com a marca por aqui, eles estão conseguindo expandir também para outros países da América Latina, como Colômbia, Paraguai e, possivelmente, Argentina. E o Brasil é este espelho que eles estão mostrando”, conta.

Expansão -  Ainda de acordo com os planos de expansão da marca, a ideia é, em cinco anos, instalar lojas em outras capitais do Brasil, e a abertura de novas unidades em Belo Horizonte não está descartada. No entanto, o planejamento a curto prazo é, até o fim deste ano, inaugurar lojas próprias em mais duas cidades do País, sendo uma delas, provavelmente, em Curitiba.

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