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Finanças

18/11/2017

Grupo vai discutir crédito para o varejo

AE
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São Paulo - O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, se comprometeu a montar um grupo de trabalho com o objetivo de buscar soluções ao alto custo de crédito pago pelas empresas do varejo durante reunião na tarde de sexta-feira com empresários do setor.

Segundo Antonio Carlos Pipponzi, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), entidade que organizou o encontro, o grupo será constituído “proximamente”, com duas reuniões a serem realizadas ainda neste ano. O IDV, segundo ele, terá dois representantes nesse grupo. “Alguns temas podem ser tratados em prazos mais curtos, outros, não, por ter uma complexidade maior, como prazos de cartão de crédito”, disse Pipponzi, referindo-se aos prazos, considerados dilatados por alguns lojistas, de recebimento das vendas por cartão de crédito.

Os executivos do setor aproveitaram o encontro com Goldfajn para criticar a concentração bancária, que leva a juros mais caros, e a rigidez nas regras observadas em vendas por cartões. “Tivemos a oportunidade de mostrar ao presidente do Banco Central a quantidade de lojas que cada uma das empresas do varejo abriu e falamos que isso pode ser muito maior se tivermos transferência de recursos do setor financeiro ao varejo, o que é absolutamente plausível em nosso entendimento”, comentou Pipponzi.
A reunião com Goldfajn durou cerca de duas horas e foi acompanhada, entre outros empresários, por Luiza Helena Trajano e Flavio Rocha, donos, respectivamente, das redes Magazine Luiza e Riachuelo. O presidente do BC deixou o local sem falar com jornalistas.

Investimentos – Durante o evento do IDV, Goldfajn afirmou que a retomada dos investimentos “é o próximo passo esperado para o País gerar crescimento sustentável no médio e no longo prazos”. Segundo ele, os esforços do governo na área de infraestrutura e na privatização são alicerces importantes para este crescimento sustentável.

O presidente do BC voltou a afirmar que o avanço do consumo tem sido um “instrumental” para a retomada da economia. “A rápida queda da inflação elevou o poder de compra da população e ajudou a explicar essa recuperação via consumo”, pontuou. “Esse é um movimento calcado em bases mais sólidas do que no passado, pois se baseia em um aumento permanente de renda e na redução do endividamento das famílias ocorrido nos últimos dois anos.”

Para Goldfajn, os dados mais recentes da economia também seguiram apontando para uma recuperação gradual. “Até agosto, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) acumula crescimento de 0,3% no ano. A taxa de desemprego medida pela Pnad caiu para 12,4% no trimestre encerrado em setembro, após atingir o pico de 13,7% em março de 2017. Além disso, na avaliação de analistas de mercado, as estimativas de crescimento do PIB são de 0,7% para 2017 e 2,5% para 2018”, citou Goldfajn.

Durante sua fala, Goldfajn citou ainda a melhora no mercado de crédito. “As taxas de juros bancárias, medidas pelo Indicador de Custo de Crédito (ICC), seguem em queda e se encontram em 27% ao ano para as famílias e 16% ao ano para as empresas”, afirmou. “Em paralelo às quedas nas taxas, o crédito às famílias vem aumentando.”

Medidas tomadas - Goldfajn aproveitou para novamente citar uma série de medidas e iniciativas tomadas pela instituição no âmbito da Agenda BC+, para reduzir o custo de crédito e estimular a concorrência.

Entre as medidas, ele citou a regulamentação da Letra Imobiliária Garantida (LIG), a criação do registro eletrônico de garantias para empréstimos, o enquadramento das instituições financeiras em diferentes segmentos, as consultas públicas para regulamentação de fintechs, a tramitação da proposta do novo cadastro positivo, o novo marco legal para punição de instituições financeiras e a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP).

Goldfajn lembrou ainda das iniciativas no setor de cartões, como a que estabeleceu prazo máximo de permanência no rotativo. “É necessário estudar o melhor sistema de cartões de crédito no médio e longo prazo”, afirmou Goldfajn. No entanto, sua apresentação no evento, publicada na internet pelo Banco Central, não trouxe detalhes a respeito do assunto.

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