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27/08/2016

HÁ 24 ANOS | O processo de impeachment de Fernando Collor de Mello

Daniel Lacerda
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Collor mantém-se otimista quanto à votação do processo de impeachment/
Se desde quinta-feira, (25), o país acompanha a movimentação dentro do Senado para a aprovação ou não do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, quase duas décadas e meia atrás um processo semelhante tomou conta das mídias, dos lares e das ruas brasileiras.

O mês era agosto, o ano 1992. O Brasil vivia uma das épocas de maior efervescência política da história, com o presidente da República Fernando Collor de Mello prestes a perder o mais alto cargo do executivo brasileiro – posição que deixaria em definitivo no final daquele ano.

Logo nos primeiros meses de governo, em 1990, Collor adotou medidas que visavam exterminar a inflação da época, que atingia exorbitantes 1700% ao ano. A mais famosa dessas medidas previu confiscar as intocáveis cadernetas de poupança dos brasileiros por um período de 18 meses. O intuito era retirar moeda de circulação e preservar o poder de compra do papel. Ao mexer no dinheiro da população, claro, começaria a surgir uma insatisfação generalizada.

Para piorar, em 1991 emergiram denúncias de corrupção envolvendo pessoas próximas ao presidente, como a primeira-dama Roseane Collor. No ano seguinte, o irmão dele, Pedro Collor, concedeu à revista Veja uma entrevista anunciando um esquema de lavagem de dinheiro no exterior, no qual Paulo César Farias, tesoureiro da campanha presidencial de 1989, estaria envolvido.

Devido ao forte teor da entrevista, o Congresso Nacional resolveu criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações de PC Farias como testa-de-ferro (pessoa que negocia em sigilo transações ilícitas e fraudulentas) de Collor.

Paralelamente aos acontecimentos dentro do Congresso, os “caras-pintadas”, movimento surgido nas ruas com o apoio de diversas entidades estudantis, contribuiria para a derrocada do presidente. Durante um dos encontros nas ruas da cidade de São Paulo, chegaram a se reunir mais de 400 mil pessoas favoráveis ao impeachment.
    
No dia 29 de dezembro de 1992, horas antes de ser condenado oficialmente por crime de responsabilidade e afastado por oito anos de cargos políticos, Fernando Collor de Mello renuncia à presidência do Brasil. Quem assume em seu lugar é o vice, Itamar Franco.

Aqui o pronunciamento de Collor, em rede nacional, antes do impeachment:



O Diário do Comércio acompanhou de perto todo esse histórico processo. Veja abaixo um trecho da matéria que fala do tema, publicada em 27 de agosto de 1992, e outras notícias do período na galeria de imagens:

CPI, HÉLIO GARCIA E FLEURY PELO JULGAMENTO DE COLLOR

A possibilidade de julgamento do presidente Fernando Collor por sua vinculação com os atos de corrupção investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito instalada no Congresso Nacional parecia concretizar-se ontem com contornos de irreversibilidade.

Durante todo o dia o país pôde acompanhar, através das transmissões pela televisão, a votação do documento do relator da CPI, num espetáculo inédito em que se sucederam os pronunciamentos da oposição e dos representantes governistas.

Ao final, a votação registrava o resultado de 16 votos favoráveis à aprovação do duro documento do senador Amir Lando (PMDB-RO) contra apenas 5, uma diferença que surpreendeu por sua amplitude. “Estamos perdidos. Agora, a nossa única chance é se a votação na Câmara for secreta”, reconheceu o deputado Roberto Jeferson (PTB-RJ) um dos mais veementes defensores do presidente.


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