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Negócios

15/02/2017

Hidrologia inicia processo de internacionalização

A partir deste ano, empresa vai atuar no México
Daniela Maciel
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Modelo atual, fabricado em polietileno, garante recolher, filtrar e clorar a água de chuva/Divulgação
Há 20 anos trabalhando no tratamento de águas e efluentes, a empresa Hidrologia Ideias Sustentáveis, sediada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), prepara agora a entrada no mercado mexicano com seu principal produto: o Chove Chuva.

O objetivo, segundo a engenheira ambiental e diretora da Hidrologia, Isabella Cantarelli, é, em 2017, atuar na América Latina e, no ano seguinte, a Europa. “Já temos um representante no México e agora vamos estimular o mercado externo. Esse é um produto com muito potencial para todo o continente pela simplicidade de instalação e baixo custo”, explica Isabella Cantarelli.

O Chove Chuva teve os primeiros modelos criados em 2009, quando o Brasil começou a sofrer os efeitos da chamada “crise hídrica” com mais intensidade. Em 2014, a situação se agravou na região Sudeste e campanhas são feitas sistematicamente pelos governos que pedem que a população economize água. O século já havia começado sentindo os efeitos de uma cultura que não privilegia a economia dos recursos naturais. Entre 2001 e 2002, o País havia passado pelo que ficou conhecido como “apagão”. Naquela época, a falta de investimento em geração e transmissão de energia elétrica e a escassez de chuva justificaram os blecautes que ameaçavam especialmente as grandes cidades. Depois disso a busca por alternativas que levassem a economia de água e a criação de novas fontes de energia tomaram fôlego.

O modelo atual, fabricado em polietileno, garante recolher, filtrar e clorar a água de chuva tornando-a própria para o consumo. São quatro fases: captação da água que vem das calhas, separação dos resíduos maiores, regulação do PH, adição recomendada de cloro e a filtragem completa de resíduos (partículas de até 100 micras). Com este tratamento, a água coletada da chuva pode ser consumida de forma segura. Estima-se que de um telhado de 100 metros quadrados seja possível coletar e tratar em dias de chuva intensa até 15 mil litros de água.

“Testamos diversos materiais até chegarmos a esse modelo que é barato, totalmente reciclável e que dispensa o uso de energia elétrica. Queríamos um equipamento que qualquer pessoa fosse capaz de operar. Outra preocupação é que ele pudesse ser utilizado em áreas remotas. Por isso escolhemos o filtro e as pastilhas de cloro que podem ser encontrados no comércio das cidades, em casas que vendem produtos para piscinas e na internet”, afirma a engenheira ambiental.

O Chove Chuva chegou ao mercado há três anos e teve em 2015 o primeiro ciclo de aumento de vendas. Atualmente, são vendidas cerca de 250 unidades por mês através da internet e nas lojas Leroy Merlin. A empresa tem capacidade produtiva para até mil unidades mensais. Em abril, o showroom da Hidrologia, no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), será aberto ao público com espaço para eventos que vão discutir o reúso e tratamentos para água e resíduos.

O kit chega aos consumidores ao preço médio de R$ 780 e pode ser instalado em residências e prédios comerciais. Prefeituras e construtoras já tem se interessado pelo produto.

Resultado - A rede de escolas Polimig - Escola Politécnica de Minas Gerais instalou o Chove Chuva nas unidades dos bairros Lagoinha (região Noroeste) e Calafate (região Oeste). Segundo a diretora financeira da Polimig, Helaine Abrão, depois da instalação dos equipamentos o valor médio das contas caiu de R$ 1.500 para R$ 50. Além da economia, ela também comemora o efeito pedagógico, já que o Chove Chuva permitiu que os alunos vivenciassem como é feito o tratamento de água sem sair da escola.

“Em 2016, o tema do nosso trabalho transversal foi o bom uso e conservação da água. Foi aí que surgiu a ideia do Chove Chuva. Os alunos e funcionários adoraram mais uma oportunidade de sermos sustentáveis. No Calafate, temos o maior reservatório, com capacidade para 50 mil litros. Nas últimas chuvas conseguimos enchê-lo. A água tratada pode ser guardada e usada à medida da necessidade. É um projeto muito interessante para economia e para educação ambiental das pessoas”, conclui Helaine Abrão.

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